Sep 17

ESPM Startup Challenge

Competição de startups promove mais de 50 horas de trabalho, muita interação e poucos minutos para vender uma ideia para investidores. Veja o resultado final e o depoimento da coordenadora Rose Mary Lopes sobre o pulo do gato

Aconteceu neste fim de semana o ESPM Startup Challenge, evento em que aspirantes a empreendedores transformaram ideias em negócios.

O desafio começou ainda na sexta-feira quando 15 ideias foram escolhidas entre algumas dezenas delas. Os participantes, então, se uniram em grupos e com a ajuda de mentores tiveram o sábado e o domingo para desenvolver o modelo de negócios, o protótipo e o pitch de apresentação. No domingo à noite os projetos foram apreciados por um grupo de investidores.

Participei desta versão como mentora e tive o privilégio de ver de perto boas ideias e pessoas muito engajadas. Em sua maioria jovens, universitários, mas também empreendedores e profissionais com bagagem e experiência. Gente de todas as partes do Brasil que vieram para aproveitar o ambiente inspirador e a colaboração de profissionais de peso para desenvolver seus negócios.

O resultado final da competição apontou projetos ligados à sustentabilidade, gestão de convidados em baladas e organização de casamentos via Facebook. Parabéns a todos os envolvidos e à organização impecável da coordenadora Rose Mary Lopes (veja entrevista no vídeo abaixo). Eventos como este mostram que a interação e o espírito empreendedor pode levar uma ideia muito longe.

Veja o resultado final:
1 lugar B2Blue - http://www.b2blue.com.br
2 lugar: PopGuest – http://www.popguest.com.br
3 lugar : NeverEndWed

Site oficial do evento: 
- http://www2.espm.br/espm-startup-challenge

A coordenadora do ESPM Startup Challenge Rose Mary Lopes falou sobro o que é o pulo do gato do empreendedor. Assista ao vídeo:

Jul 24

Capital empreendedor no Brasil

Uma notícia aqueceu o mercado de startups esta semana. Foi anunciado um fundo de investimentos de 130 milhões de dólares que irá focar em empresas brasileiras nos próximos anos. A Redpoint e.ventures tem o objetivo de fazer investimentos em empresas em estágio inicial nas áreas de internet, computação em nuvem e novas mídias.

Para os gestores do novo fundo, o Brasil vive um momento de oportunidades, com fundamentos macroeconômicos favoráveis, uma massa crítica crescente de usuários e um ecossistema de internet em rápida formação. “Todo grande investidor no mundo tem uma ‘estratégia Brasil’ para desenvolver e iremos atuar no mercado nacional para fortalecer ainda mais este ecossistema em crescimento”, destaca Anderson Thees, sócio-fundador da empresa.

Segundo Thees, a intenção do novo fundo é trazer a filosofia de investimento do Vale do Silício (EUA) que, além do aporte financeiro, fornece um amplo sistema de apoio ao empreendedor, com networking, acesso a uma rede global e melhores práticas de gestão.

A Redpoint e.ventures espera investir em pelo menos 20 empresas nos próximos cinco anos. Cinco delas já receberam apoio do fundo: Xangô, Viajanet, Shoes4you, Sophie & Juliete e 55 Social. A intenção dos gestores é atuar em empresas com alto potencial de crescimento. “Queremos investir principalmente em empreendedores que querem construir grandes empresas em escala global”, finaliza  Yann de Vries, também sócio-fundador da fundo.

E você, tem uma startup e quer arriscar? Siga alguns conselhos fundamentais dados pelos investidores:
- Sonhe grande
- Crie um projeto consistente, com potencial de escala
- Faça um protótipo, lance sua ideia
- Tenha uma equipe engajada, mesmo que pequena
- Um bom networking é fundamental

 

Jul 03

iPostal: cartão-postal do século XXI

Unir o antigo ao moderno, criar uma nova roupagem para o passado é uma estratégia muito utilizada no mundo digital.  Mas nem sempre os usuários estão receptivos a estas releituras. Por isso, elas precisam ser muito bem feitas para conquistar um público que olha cada vez mais para o futuro.

Mas a sacada do iPostal é bem bacana: da ideia à execução do serviço. O procedimento é simples: por meio de um aplicativo que pode ser baixado para o smartphone ou pela web, o usuário transforma suas fotos digitais em um cartão-postal real: impresso, com mensagem do remetente e envio pelo correio para o destinatário.

Fiz o teste esta semana e confesso que é bem interessante receber um cartão-postal em casa, como antigamente, unindo as facilidades das ferramentas atuais. Não é por acaso a escolha do slogan: “Surpreenda quem você mais gosta com um cartão-postal de verdade, porque o mundo real é incrível.”

Com a ideia, os amigos de infância Yussif Neto, Felipe Oranges e Victor Stabile, estudantes da FGV e da UfsCar, ganharam o Demo Day da StartupFarm, uma competição de negócios que avalia e acelera empresas em estágio inicial.

O iPostal foi julgado por uma comissão de especialistas e investidores pelos critérios viabilidade de mercado, consistência da solução proposta, capacidade de execução do time,  modelo de negócios e finanças. Um bom começo para quem quer deslanchar no mercado digital. Boa sorte aos empreendedores!

Para saber mais:
http://www.ipostal.com.br
- http://startupfarm.com.br/

Nov 23

Para começar uma startup

Crédito: Diário do Comércio/ SP

Estou acompanhando há algum tempo o movimento do empreendedorismo digital no Brasil. No início de 2009 fiz uma matéria sobre startups, baseada no livro da norte-americana Jessica Livingston (veja link). O case ilustrativo era da empresa recém-fundada pelo criador do migre.me, o encurtador de URLs para o Twitter e o maior sucesso da época na web brasileira.

De lá para cá, muita coisa mudou. As startups proliferaram no país, o conceito popularizou-se, assim como os eventos fomentadores. O livro Startup Brasil, lançado este ano pelos autores Pedro Mello e Marina Vidigal, apontou exemplos de empresas nacionais que deram certo.

Isso é ótimo para o país, mas levanta também uma série de questões que os empreendedores precisam ficar atentos antes de começar. Um dos itens cruciais é como financiar um projeto nascente: com dinheiro do próprio bolso (o método conhecido como bootstrapping)? Com a ajuda de parentes e amigos? Buscando investidores anjos ou de risco?

Outro dia, conversando com uma empreendedora experiente na área ouvi uma afirmação surpreendente: “Investidores que não entendem do negócio e pressionam por resultados mais atrapalham do que ajudam num empreendimento.”E sugeriu: “Às vezes é mais fácil começar por conta própria e crescer aos poucos.”

Mais do que dinheiro, o empreendedor precisa de orientação. Marketing, contabilidade, questões jurídicas e de comunicação são tão importantes quanto o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora. Uma boa ideia não garante o sucesso de um projeto. Precisa também de aceitação no mercado e estratégia para se manter competitivo.

O empreendedor precisa estar preparado para fazer mudanças rápidas, se necessário, e estar disposto a esperar um tempo maior do que previu para conquistar clientes e usuários. Financeiramente esta preparação é fundamental. Não há motivação ou perspectiva de futuro que suporte a falta de dinheiro para sobreviver.

Todas estas são variáveis que precisam ser consideradas antes de empreender. No mercado digital, isto é ainda mais válido. Ao contrário do que parece, a facilidade para começar um negócio pode virar um grande complicador para se manter ativo ou até mesmo traçar um plano de saída, se for necessário. Vale a pena pensar nisso.