Jun 18

Decisão e negociação

decisaoDecisão.
Nós adiamos, fingimos que não estamos vendo, interpretando da maneira mais conveniente, saímos pela tangente e… então… um dia a bomba estoura e exige uma resposta imediata. Já te aconteceu isso? Para os empreendedores (*), esta é uma realidade constante. São tantas variáveis a se considerar, que a urgência de uma decisão está sempre presente.

Mas nos acostumamos a levar a vida do jeito que está. Mesmo quando não está como queremos. É difícil mudar. E mais ainda mudar o outro. Tentar encontrar pontos de afinidade e negociar as arestas não faz parte do repertório. “O que o outro faz não pertence ao meu círculo de influência, portanto seus interesses são indiferentes para mim.” Mas eles afetam diretamente nossa realidade e como reagimos neste jogo.

Negociação.
Não nos movimentamos sozinhos, mas sempre comparativamente. Ao outro e ao que éramos no passado ou seremos no futuro. Na melhor das hipóteses, quando os objetivos convergem o resultado é um sucesso. Na pior, toda a energia divergente é gasta à toa e não saímos do lugar.

Decidir é sempre complicado. Ainda que se trate de uma disputa interna. O próximo passo – negociar – é uma saga que avança ainda mais devagar do que esperamos. Mas é cedendo e conquistando que conseguimos chegar a um objetivo comum. Não é o que queríamos exatamente, tampouco o que o outro desejava. Mas é o melhor possível entre dois mundos distintos. É assim que evoluímos em parceria. Porque sozinhos, estamos apenas adiando o importante: a decisão, a ação, a inovação. Exatamente o que buscamos.

(*) Sempre que falo de empreendedores, não me refiro a donos de negócios. Empreeendedores, para mim, é quem empreende um negócio, um projeto, a própria vida. E isso pode ocorrer em qualquer lugar: na sua empresa, no emprego e na carreira pública. Quem empreende, inova. E quem inova, modifica a realidade ao seu redor.

May 07

Se adequar ao cliente e manter o padrão de qualidade

festa_1anoJá começo avisando: contarei o milagre, mas não o santo. O problema não é a exposição dos atores envolvidos, mas a simples constatação de que o ocorrido é apenas uma matriz de qualquer situação que envolva clientes e empresas de serviços. E isso já vale o post e a reflexão.

Liguei esta semana para uma empresa promotora de festas. O discurso me chamou a atenção. O marketing retratava o atendimento cuidadoso – que foge do padrão encontrado nas grandes cidades. Até o preço mais alto se justificava pela proposta diferenciada da empresa. O que me espantou foi a ausência da negociação. A festa para 50 pessoas tinha um valor mínimo que seria igual mesmo se eu levasse apenas 30 pessoas.

Entendo uma questão: produzir festas não é barato. Além da decoração, comes e bebes, a logística da festa exige um padrão no atendimento que é cobrado não apenas por quem contrata o serviço, mas também pelos convidados que o usufruem. Confesso que não entendi o porquê da empresa se dispor a perder clientes sem tentar negociar pacotes para diferentes perfis e necessidades.  Na era da customização, em que tudo pode ser ajustado, esta postura me pareceu bem antiquada, a despeito da proposta inovadora que a empresa introduziu no mercado.

Mas indo mais fundo, ou especificamente do outro lado do balcão, vi que é difícil equacionar a questão. Trabalhar com serviços e se adequar ao bolso do freguês significa sempre alterar o padrão de qualidade. Se a festa custasse metade do preço, com certeza teria metade do investimento, mas ainda assim seria uma festa. E poderia ser um fiasco. Da mesma forma, uma consulta médica ou psicológica, o atendimento de um arquiteto ou um programador. Como medir o real valor do profissional envolvido no processo, sua dedicação ao projeto e compará-lo a outros serviços equivalentes, mas não necessariamente iguais?

Estabelecer preços, padrões de qualidade e o grau de envolvimento em um serviço são variáveis difíceis de se definir em negócios em que valores são tão intangíveis. Depois de fechado, o empresário ainda se depara com um mercado acostumado a ajustes e personalizações. E pronto para exigir a qualidade do serviço bem prestado. O que fazer? Onde inovar? Como adequar o modelo de negócios às aspirações do empreendedor e também às exigências de mercado? São questões que deixo em aberto, por enquanto, mas que adoraria saber as respostas.

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elogieaki

Esta semana, o blog O Pulo do Gato passa a ter link no ElogieAki (www.elogieaki.com.br). Com uma proposta diferenciada, o site pretende abrir espaço para críticas positivas e incentivar empresas que estão no caminho certo. “O elogio motiva e gera confiança. Para as organizações e para os profissionais, a satisfação do consumidor sugere acertos e clientes fiéis criam um dos mais eficientes canais de comunicação – a propaganda boca a boca”, afirmam os criadores do portal.

Numa época em que a informação disponível na internet ganha o poder da disseminação, nada melhor do que inverter a lógica vigente com estímulos construtivos a empreendedores e negócios inovadores. Sucesso à iniciativa.