
Lastro. Pela definição, é qualquer material usado para aumentar o peso e garantir a estabilidade de um objeto. Nos navios, a água é usada como lastro e, quando necessário, é descartada dos tanques em outros portos. Para garantir a circulação de moedas, usava-se antigamente o lastro-ouro. Assim, todo papel-moeda emitido tinha que ter o seu valor correspondente em ouro nos cofres do governo. Em sentido figurado, o lastro é conhecido como base, fundamento.
Sempre achei o conceito de lastro pertinente para os negócios. Mesmo sem estar aparente, é ele que garante a estabilidade e a segurança. Poderíamos usar esta analogia para retratar um profissional ou uma empresa. Ambos precisam de lastro para se posicionar no mercado. Conhecimento, educação, planejamento, estudo e muitas ideias criadas e descartadas vêm antes de projetos bem-sucedidos, que, invariavelmente, são simples porque já foram muito bem trabalhados.
Um profissional que tem lastro é capaz de se adaptar aos sobressaltos da carreira. Assim como uma empresa enfrenta concorrentes, inova, cria produtos e avança em seu mercado a partir da experiência adquirida. Tudo isso, pode ser considerado lastro.
O interessante é que o lastro pode ser tanto de ouro, como de água. Matéria-primas importantes em suas qualidades diferenciadas. Garantia e estabilidade são ingredientes essenciais para quem quer avançar, mas também o lastro-ouro pode pesar, ofuscar e retardar uma mudança necessária. Nestas horas é preciso ter o lastro-água para descartar o que não serve e receber o novo. É a hora de ousar, ser mutável e flexível.
Perceber a diferença do lastro que acumulamos ao longo dos anos e usá-lo em favor do empreendimento é o pulo do gato para quem busca crescimento e inovação. Independente de como foi formado, o lastro terá sempre sua eficácia transmitida na confiança de quem o detém.