Aug 06

Criatividade e realização

criativoA capa da revista Época desta semana trata da Criatividade. Com o título “Aprenda a ser criativo”, a reportagem fala sobre a importância desta que “é hoje uma das qualidades mais desejadas no mercado de trabalho”.

Entre testes sobre o grau de inventividade do leitor e dicas de como aumentar esta habilidade, o texto discorre sobre a importância de ser criativo, ter ideias raras e caras. E apresenta o exemplo de uma grande empresa em Minas Gerais que premia seus funcionários por insights criativos. “A construtora diz ter distribuído R$ 1 milhão em prêmios por ideias que lhe economizaram R$ 80 milhões”.

Apesar de colocar luz a um tema intimamente ligado à felicidade do ser humano, a reportagem deixa escapar o óbvio: ninguém é criativo para se dar bem no mercado de trabalho. A inventividade do ser humano vai muito além desta motivação. Transpor problemas e criar novas realidades andam por caminhos diferentes do lugar-comum das fórmulas de sucesso.

A criatividade vem da inspiração – e da transpiração – humana. E, antes de qualquer vantagem, ela tem como resultado a sensação e o orgulho da realização.  Neste caso, os autores da reportagem acertam quando dizem que “ser criativo não é só ter ideias originais – é pensar em como torná-las realidade”. Esta sim, uma competência que vale a pena ser treinada.

Para ler mais:
O } Criativo: esta crônica de Luiz Marcondes, encontrada na plataforma de conteúdo para negócios ResultsON, é uma excelente mostra de como a criatividade pode ser simples e efetiva. Clique aqui

Feb 26

Felicidade sintética

dan_harvardQuando comecei a escrever este blog me propus a falar também de fatores que levam à inovação: o empreendedorismo e a tecnologia. Mas nestes meses de estudo e pesquisa,  percebo que a inovação está muito mais intimamente ligada à motivação humana do que qualquer outra coisa. Ao questionar e refletir sobre nossa condição, somos capazes de vislumbrar mudanças e evoluir num ritmo mais veloz do que qualquer tecnologia.

Por isso,  me vi, ao longo deste tempo, escrevendo posts mais reflexivos, que extrapolavam os limites da inovação que imaginava tratar. Um deles é esse, que inaugura uma nova seção no blog, chamada Inspiração.  Assim, paro de pensar que estou desviando o foco deste espaço e aprofundo mais no que acredito ser a base de toda inovação: o ser humano.

Este post surgiu de uma das centenas de palestras disponíveis do TED. O evento norte-americano que já teve sua versão brasileira no ano passado é um repositório de idéias inspiradas. Profissionais das mais diversas áreas nos incitam a pensar, compartilhar e inovar na forma de agir e ser. Uma delas, a do psicólogo Dan Gilbert, de Harvard, fala sobre a felicidade sintética. O que ele define como sistema imunológico psicológico nada mais é do que a capacidade do ser humano de criar felicidade a partir do que não tem.

Com experimentos interessantíssimos e uma base científica certificada por uma das universidades mais prestigiadas do mundo, Gilbert explica que podemos produzir felicidade a partir de condições adversas, como perder tudo nos negócios, sofrer um acidente ou passar por uma desilusão amorosa. Segundo ele, ao superestimar a diferença entre os resultados das nossas escolhas, nos afastamos cada vez mais de uma felicidade verdadeiramente real e durável, encontrada somente dentro de cada um de nós.

É interessante imaginar que somos mini-fábricas de felicidade quando o mundo nos apresenta exatamente o contrário: o paraíso externo e inatingível. E no mínimo polêmico pensar que a liberdade de escolher nos acarreta uma angústia nociva quando queremos ser apenas felizes. Um vídeo altamente recomendável para assistir e pensar.