Criar projetos inovadores demanda energia, tempo e muita motivação. Primeira característica: ele SEMPRE é incerto. Ninguém começa um trabalho pioneiro e inédito com planejamento, cronograma e custo definido. No máximo, temos em mente um objetivo e calculamos uma margem de segurança ou um limite de investimento que não extrapole o bom-senso.
Uma inovação também não chega de uma vez. É uma ideia que começa tímida e ganha contornos maiores e mais definidos na medida em que avança. Conquista adeptos e aliados no percurso deste caminho, mas também atrai descrédito. E muito.
Nesta hora, mesmo sem saber exatamente como defender o projeto ou ter números exatos que comprovem sua eficiência, o inovador precisa de coragem para continuar apostando em sua ideia.
Um dia, o que eram rabiscos viram projetos, empresas, realizações bem-sucedidas e invariavelmente os donos dessas ideias inovadoras resumem sua trajetória pontuando os momentos de incerteza e apontando a persistência e a diletância como ferramentas imprescindíveis neste caminho.
Quando a subjetividade de um projeto inovador se concretiza, o risco corrido é recompensado. Mas só quem se aventura por caminhos impossíveis de serem vislumbrados antecipadamente é capaz de inovar. Esta é uma arte que se aprende fazendo.
