Sep 15

Ser empreendedor 2011

Mais uma semana em que o assunto deste blog é fomento ao empreendedorismo.
Isto é um bom sinal! O que se percebe é que – devagar – uma nova cultura se instala no país. Pode ser pelo bom momento econômico, pela inserção internacional do Brasil, pelas oportunidades vislumbradas ou mesmo por razões pessoais: simplesmente, os indivíduos resolveram apostar em suas ideias.

Para isso, além de coragem é necessário muito preparo antes de efetivamente iniciar um negócio. E é com este objetivo que a Escola Politécnica da USP recebe a partir do dia 19 de setembro uma série de apresentações e cursos voltado para universitários e recém-graduados.

Com palestrantes do Google, Peixe Urbano, Deloitte, Anjos do Brasil e cursos do Cietec, Sebrae e Procter&Gamble, o evento “Ser Empreendedor” ainda recebe uma competição de planos de negócios que terá sua apresentação final em dezembro.

É uma ótima oportunidade para quem quer aprender, arriscar e investir em sua ideia. Pode ser que do plano surja um negócio inovador.

Veja a programação completa das palestras, que ocorrerão na Escola Politécnica da USP e é aberta ao público em geral:
http://www.serempreendedor.polijr.com.br/atividades.php?p=palestrantes&t=P

Site oficial do evento:
http://www.serempreendedor.polijr.com.br

Aug 13

Cultura empreendedora

lemonade.com_e-commerce

Quando iniciei este blog, há quase um ano, um dos posts que me propus a fazer foi sobre a cultura empreendedora brasileira – ou a falta dela.  Para contrapor a nossa realidade, me vinha sempre em mente a figura do personagem Bolinha (da turma da Luluzinha) na sua barraca de limonada, vendendo a poucos cents um copo de suco a fim de juntar dinheiro para algum projeto ambicioso, como comprar um violino ou reformar o clube dos meninos (infelizmente não encontrei essa imagem no Google)

Ao conversar sobre empreendedorismo com um americano que mora no Brasil, ele me recordou a mesma cena: “Quando crianças, somos incentivados pelos pais, pela escola, na TV e até lendo gibi a ganhar nosso próprio dinheiro”, comentou. “Não vejo isso no Brasil”, disse o rapaz constatando esta lacuna na nossa educação. Aqui, poucos nos encorajam a empreender nossas próprias ideias.

Estes dias, me deparei com uma reportagem da BBC: “Menina de 7 anos paga férias na Disney vendendo limonada nos EUA”; e a imagem da garota, risonha, ao lado da barraquinha que usou para realizar seu sonho. Lendo a matéria, o leitor vê que ela também enfrentou barreiras e burocracia, mas conseguiu o que queria. Alguém duvida sobre a capacidade de realização desta menina aos 20 ou 30 anos?!

Gostaria que mais brasileiros seguissem este exemplo e tivessem milhões de barraquinhas espalhadas por aí com ideias criativas e inovadoras à venda. Que cartilhas sobre empreendedorismo fossem fabricadas para educação infantil. Que as faculdades estimulassem as competências de seus estudantes para a criação de grandes empresas e a geração de novos empregos.

Falta muito para gente chegar lá, mas vejo que este é um desejo latente. E, estando aí, disponível, uma hora ele se realiza. Iniciativas neste sentido começam a dar certo e convergem para uma mudança de cultura que os brasileiros merecem experimentar. Quanto mais a ousadia se encontrar com a criatividade, mais inovação teremos a apresentar.

Para ler:
- Menina de 7 anos paga férias na Disney vendendo limonada nos EUA