Daqui a 70 anos, não iremos precisar ler bulas para tomar remédio. As pílulas serão adaptadas à nossa genética. Num futuro não muito distante, o homem terá capacidade de apenas com a mente comandar movimentos de objetos exteriores a ele – com o poder da tecnologia. O Brasil, se souber aproveitar as oportunidades do presente, viverá um momento de prosperidade. E, mesmo assim, continuaremos nos perguntando qual a fórmula da felicidade e do bem-estar.
Este exercício de imaginação sobre o futuro foi proposto ontem em um evento da Seleções que ocorreu em São Paulo e celebrou os 70 anos de circulação da revista no Brasil. Com convidados de peso do porte do cientista Miguel Nicolelis, do economista Mailson da Nóbrega, da geneticista Mayana Zatz, do sociólogo José Carlos Libânio e do escritor Mário Sérgio Cortella, a tarde de palestras fez a plateia pensar em temas tão distantes quanto complementares.
Da economia à neurociência, da longevidade à filosofia, os participantes foram convidados a refletir sobre o Brasil de hoje e de amanhã. Para os palestrantes, o país vive atualmente uma janela de oportunidade com a transição demográfica e com o fortalecimento das instituições democráticas. “O risco para o futuro é perder esta onda e crescer pouco”, afirmou Mailson da Nóbrega, explicando que a inovação, a tecnologia e a educação são pilares para o desenvolvimento do país.
Na última apresentação, do professor Mário Sérgio Cortella, o tema “Mudar é complicado, mas acomodar é perecer” trouxe à tona o medo das pessoas de desafiar o óbvio, transformar a realidade e criar mais perguntas do que respostas. “O impossível não é um fato, mas apenas uma opinião”, provocou o filósofo, propondo aos participantes encarar os desafios de fazer um país melhor para o futuro.
PS: veja fotos do evento na página do Facebook d´O Pulo do Gato

