Jun 06

Como será o mundo em 2082?

Daqui a 70 anos, não iremos precisar ler bulas para tomar remédio. As pílulas serão adaptadas à nossa genética. Num futuro não muito distante, o homem terá capacidade de apenas com a mente comandar movimentos de objetos exteriores a ele – com o poder da tecnologia. O Brasil, se souber aproveitar as oportunidades do presente, viverá um momento de prosperidade. E, mesmo assim, continuaremos nos perguntando qual a fórmula da felicidade e do bem-estar.

Este exercício de imaginação sobre o futuro foi proposto ontem em um evento da Seleções que ocorreu em São Paulo e celebrou os 70 anos de circulação da revista no Brasil. Com convidados de peso do porte do cientista Miguel Nicolelis, do economista Mailson da Nóbrega,  da geneticista Mayana Zatz, do sociólogo José Carlos Libânio e do escritor Mário Sérgio Cortella, a tarde de palestras fez a plateia pensar em temas tão distantes quanto complementares.

Da economia à neurociência, da longevidade à filosofia, os participantes foram convidados a refletir sobre o Brasil de hoje e de amanhã. Para os palestrantes,  o país vive atualmente uma janela de oportunidade com a transição demográfica e com o fortalecimento das instituições democráticas. “O risco para o futuro é perder esta onda e crescer pouco”, afirmou Mailson da Nóbrega, explicando que a inovação, a tecnologia e a educação são pilares para o desenvolvimento do país.

Na última apresentação, do professor Mário Sérgio Cortella, o tema  “Mudar é complicado, mas acomodar é perecer” trouxe à tona o medo das pessoas de desafiar o óbvio, transformar a realidade e criar mais perguntas do que respostas. “O impossível não é um fato, mas apenas uma opinião”, provocou o filósofo, propondo aos participantes encarar os desafios de fazer um país melhor para o futuro.

PS: veja fotos do evento na página do Facebook d´O Pulo do Gato

Sep 27

Seminário discute inovação e ciência no Brasil

Aconteceu em São Paulo no dia 26 de setembro o seminário “Inovação: o Brasil na rota do desenvolvimento científico e tecnológico”. Em um dia inteiro de discussões com os principais nomes do país na área (o ministro da C,T&I Aloizio Mercadante, o cientista Miguel Nicolelis, o presidente da Finep, Glauco Arbix, o publicitário Luiz Lara e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, entre muitos outros) o evento teve o cuidado de tratar a inovação sob diferentes pontos de vista: da política de fomento a empresas ao papel da inovação como agente de transformação social.

A impressão que se teve em todas as falas é que o Brasil, aos poucos, encontra seu lugar no cenário internacional e isto fica evidente na curiosidade de outras nações pelo país. Um dos palestrantes creditou este interesse ao modo como conseguimos nos últimos anos aliar crescimento com diminuição da desigualdade. “O chamado smart growth”, explicou Glauco Arbix, da Finep.

Além disso, o Brasil também tem se destacado em áreas como agronegócio, minério, gás, exploração de petróleo em águas profundas e tecnologias verdes. Conhecimentos que passaram a ser estratégicos para o desenvolvimento sustentável global. “Estamos em uma conjuntura favorável, mas precisamos resolver problemas estruturais “, destacou Beluzzo.

O consenso é de que um dos maiores investimentos a ser feito é na educação básica, na formação de engenheiros e profissionais qualificados. ”Inovação e ciência precisa de gente. Você não transforma um país sem gente preparada”, afirmou o cientista Miguel Nicolelis, que fez questão de apresentar durante o evento o site da Comissão do Futuro da Ciência Brasileira, uma plataforma de crowdsourcing que em um mês de lançamento já reuniu quatro mil pessoas e 148 grupos de trabalho dos mais variados temas de pesquisa.“Isso prova que o brasileiro gosta sim de ciência”, afirmou.

O seminário foi promovido pela revista Brasileiros e teve como mestre de cerimônias a jornalista Mona Dorf. Assista ao vídeo de abertura:

Para saber mais:
http://www.revistabrasileiros.com.br/