A colaboração no coworking

A realidade do trabalho mudou. Completamente. Há seis anos, quando decidi me retirar do mundo corporativo, de carteira assinada, férias e décimo terceiro, para empreender, muita gente achou loucura. Eu mesma achei. Na escola, na faculdade, nos cursos regulares nunca aprendemos sobre negócios, empreendedorismo.

Por isso, neste tempo, vivi muitas fases diferentes e aprendi a tirar lições de todas elas. Do homeoffice ao aluguel comercial, do trabalho autônomo à contratação de funcionários. E das épocas de abundância à total estiagem financeira.

Recentemente, comecei mais uma etapa: deixei meu escritório e comecei a trabalhar em um coworking. A experiência, mais do que financeiramente vantajosa, se mostrou bem agradável. Além de compartilhar espaço, internet, café e endereço comercial, os coworkers trocam o que há de mais valioso, mesmo que intangível: a compreensão de estarmos todos no mesmo barco.

De alguma forma, torcemos em conjunto para tudo dar certo, para conseguir pagar as contas, achar gente engajada, entregar projetos e ajudar os colegas com ideias novas e, também, desabafar quando é preciso. Se é possível definir em uma palavra o que um coworking oferece para o empreendedor é a colaboração.

Um conceito que define uma nova forma de trabalho, interação e relação profissional. Os ambientes de coworking representam concretamente esta realidade que está em construção, mas já tem muito a oferecer aos profissionais que acreditam nela.

PS1: estou trabalhando no coworking MyJobSpace, da minha colega de curso na FGV Ana Fontes. Existem vários espaços espalhados por São Paulo e outras cidades do país. Vale a pena conferir.

PS2: esta matéria sobre espaços de trabalho e produtividade mostra um panorama interessante sobre a evolução no design dos escritórios (do taylorismo ao modelo networking). Interessante ver como o local é capaz de definir a própria forma de trabalhar.

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Empreendedorismo é inspiração

É possível aprender a ser empreendedor? Muitos dizem que não. Empreendedorismo nasce com a pessoa: a vontade de realizar, transformar, criar são características difíceis de ensinar. Mas possíveis de serem inspiradas.

Por isso, cada vez que assisto a uma apresentação de empreendedores, trato de abstrair o que falam e presto atenção em como falam: a empolgação, o raciocínio, a forma como compartilham suas ideias.

Esta semana foi a vez de ouvir Cristiana Arcangeli, Daniel Mendez e Marcelo Sales no evento Day1, promovido pela Endeavor e Soap. Além das histórias de sucesso muito bem contadas, os palestrantes transmitiram o que não é possível aprender em manuais: o entusiasmo.

A palestra de Marcelo Sales (foto), criador da Movile, de serviços móveis, e da aceleradora 21212, ilustrou a apresentação ideal: conseguiu reunir uma boa história com uma divertida interpretação. O “nerd empreendedor”, como ele mesmo se intitula , prendeu a plateia provando que a paixão pelo que faz, as conexões esdrúxulas, mas com todo o sentido, e a inquietação para sair da zona de conforto são ingredientes essenciais para capturar o espírito empreendedor.

Neste caso não tem livro, fórmula ou lista que ensine como empreender. O melhor jeito, entre muitas outras coisas, é ter disposição para ouvir. Com essa matéria-prima até quem nunca pensou em empreender pode se inspirar e tirar uma ideia da gaveta.

Para saber mais:
- Day1: as histórias dos empreendedores de alto impacto

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Para começar uma startup

Crédito: Diário do Comércio/ SP

Estou acompanhando há algum tempo o movimento do empreendedorismo digital no Brasil. No início de 2009 fiz uma matéria sobre startups, baseada no livro da norte-americana Jessica Livingston (veja link). O case ilustrativo era da empresa recém-fundada pelo criador do migre.me, o encurtador de URLs para o Twitter e o maior sucesso da época na web brasileira.

De lá para cá, muita coisa mudou. As startups proliferaram no país, o conceito popularizou-se, assim como os eventos fomentadores. O livro Startup Brasil, lançado este ano pelos autores Pedro Mello e Marina Vidigal, apontou exemplos de empresas nacionais que deram certo.

Isso é ótimo para o país, mas levanta também uma série de questões que os empreendedores precisam ficar atentos antes de começar. Um dos itens cruciais é como financiar um projeto nascente: com dinheiro do próprio bolso (o método conhecido como bootstrapping)? Com a ajuda de parentes e amigos? Buscando investidores anjos ou de risco?

Outro dia, conversando com uma empreendedora experiente na área ouvi uma afirmação surpreendente: “Investidores que não entendem do negócio e pressionam por resultados mais atrapalham do que ajudam num empreendimento.”E sugeriu: “Às vezes é mais fácil começar por conta própria e crescer aos poucos.”

Mais do que dinheiro, o empreendedor precisa de orientação. Marketing, contabilidade, questões jurídicas e de comunicação são tão importantes quanto o desenvolvimento de uma tecnologia inovadora. Uma boa ideia não garante o sucesso de um projeto. Precisa também de aceitação no mercado e estratégia para se manter competitivo.

O empreendedor precisa estar preparado para fazer mudanças rápidas, se necessário, e estar disposto a esperar um tempo maior do que previu para conquistar clientes e usuários. Financeiramente esta preparação é fundamental. Não há motivação ou perspectiva de futuro que suporte a falta de dinheiro para sobreviver.

Todas estas são variáveis que precisam ser consideradas antes de empreender. No mercado digital, isto é ainda mais válido. Ao contrário do que parece, a facilidade para começar um negócio pode virar um grande complicador para se manter ativo ou até mesmo traçar um plano de saída, se for necessário. Vale a pena pensar nisso.

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“Um Brasil com maiores e melhores empreendedores”

Começa esta semana em 104 países a Semana Global do Empreendedorismo. O Brasil participa do evento como uma das nações mais empreendedoras do mundo e tem em sua agenda mais de 3 mil atividades programadas.

Nossos números impressionam: somos 21 milhões de empreendedores, mais de 1,7 milhão de empreendedores individuais, 6 milhões de pequenas empresas que geram 25% do PIB do país e empregam mais da metade dos trabalhadores formais. Apesar disso, temos um longo caminho a percorrer: taxas elevadas de empreendedorismo por necessidade e a participação da mulher, mesmo crescente, ainda precisa de incentivo.

O grau de escolaridade dos empreendedores brasileiros é baixo e podemos dizer que ainda estamos nas últimas colocações quando se trata de inovação e educação empreendedora, segundo o estudo Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2010).

Mesmo assim, o empreendedorismo no Brasil vem ganhando força ano após ano. Depois de muito pesquisar, realizar entrevistas, estudar, participar de eventos na área e, mais do que tudo isso, a partir da minha experiência como empreendedora, percebo que hoje ele é considerado uma opção real de carreira.

Seja à frente de um negócio, trabalhando de forma independente ou até dentro de uma empresa (o intra-empreendedorismo), o empreendedor se encaixa no perfil de quem acredita que pode realizar algo a partir de uma ideia, uma parceria ou uma oportunidade de mercado.

Além disso, o empreendedorismo é um grande aprendizado a ser compartilhado. Por esta causa, vale a pena participar do evento. São milhares de atividades em todo o país. Confira a programação: http://www.semanaglobal.org.br/

PS: Neste ano, a Endeavor propôs o tema: “Um Brasil com maiores e melhores empreendedores”, que deu o título a este post.
PS2: A Semana acontece oficialmente entre 14 e 20 de novembro. Mas no Brasil as atividades rolam durante o mês todo.

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Vídeo: É só arriscar

Todos temos um lado empreendedor e inovador. É só arriscar.

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TEDxFIAP: Empreendedores do futuro

Clique na foto para ver fotos do evento

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Aconteceu neste sábado, dia 5 de novembro, em São Paulo o TEDxFIAP.
OK, mais um TEDx em meio a tantos que pipocaram pelo país no último ano. Até concordo que esta profusão banalizou um pouco o conceito TED. Por outro lado, ela é responsável por espalhar ideias – boas ideias – por todos os cantos do país: da Vila Madalena à Cidade de Deus, do Rio de Janeiro ao Pará.

Estive no primeiro TEDx, em 2009, em São Paulo, e no ano passado no TEDxAmazônia. Em ambos, os palestrantes foram capazes de inspirar centenas de pessoas, passar suas mensagens e incitar ações concretas de mudança. Até hoje, essas histórias repercutem entre os participantes do eventos e outros multiplicadores.

O TEDxFiap tem o diferencial de tratar de um tema caro para o Brasil: o empreendedorismo. Segundo os organizadores, o objetivo é  provocar uma reflexão maior sobre o assunto e os possíveis caminhos para desenvolver a cultura empreendedora no país.

Para isso, empresários, pensadores, sonhadores e, principalmente, “empreendedores praticantes” estiveram lá para contar suas histórias que já andam inspirando muita gente por aí. Vale a pena compartilhar estas experiências.

Para saber mais:
- TEDxFIAP: site oficial

Quando: 05 de novembro de 2011
Local: Auditório Microsoft – São Paulo
Horário: das 9h às 18h

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Dia da Inovação no Cietec

Dia 19 de outubro é celebrado o dia da Inovação. Ontem, na incubadora de empresas Cietec, da USP, a data foi devidamente lembrada em uma tarde de palestras sobre inovação, empreendedorismo, apresentação de empresas e o lançamento da “Incubadora de Ideias”, uma parceria do Cietec com a Prefeitura de São Paulo.

Durante o evento, o Sebrae-SP também apresentou números e pesquisas que comprovam a importância da inovação para aumentar a competitividade do país e o quanto novos produtos e tecnologias podem ser criadas por empresas nascentes. “Pequenas empresas são o sustentáculo de uma economia em qualquer lugar do mundo. São elas que agregam valor a produtos e serviços”, afirmou o diretor executivo do Cietec Sérgio Risola.

Para alavancar estas empresas de alto valor nada como o exemplo inspirador do site de compras coletivas Peixe Urbano. Com 18 meses de vida, a empresa conquistou mais de 5 milhões de usuários e já possui 900 funcionários. A apresentação feita por um dos fundadores da empresa, Alex Tabor, mostrou que para chegar neste patamar, além de muita competência tecnológica, a fórmula de sucesso do Peixe Urbano considera as pessoas como um dos maiores ativos das empresas inovadoras. “Este é o ponto crítico que eleva a performance da empresa: escolher as pessoas certas”, afirmou Tabor.

Para saber mais sobre o dia da inovação:
- Dia da inovação: a cultura da perseverança

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Existe contradição entre ser eficiente e
ser inovador?

Revistas de negócios se proliferaram no Brasil. Além dos tradicionais títulos como Exame, Exame PME, Época Negócios,  Você S.A. de grandes editoras, outras publicações têm cativado um público cada vez mais interessado em inovações e negócios. Ultimamente leio várias revistas com esta vertente: da HSM e Harvard Business Review a recém-lançada Administradores. Também sou colaboradora de um excelente título que trata de tecnologia e negócios: a SAP Spectrum (disponível gratuitamente para iPad)

Com textos mais analíticos e possibilidades de confrontar o mundo real com teorias acadêmicas, estas revistas são grandes fontes de inspiração para quem abraça o empreendedorismo, independente do porte ou estágio da empresa em que atua.

Esta semana, lendo um destes títulos me deparei com um questionamento instigante: “É possível ser eficiente e inovador ao mesmo tempo?”. Num primeiro momento, a aparente contradição causou estranhamento. Afinal, o senso comum mostra que os inovadores – tanto as pessoas como as empresas – são extremamente competentes em suas áreas de conhecimento. Inovar seria um passo adiante neste caminho. Mas o conceito de inovação também pressupõe quebra de paradigmas e aponta para experimentações e ambientes propícios a erros.

De onde, então, surgiria a inovação? Do estágio máximo da eficiência capaz de perverter o método já dominado ou a partir do caos operacional que abre fronteiras para receber o desconhecido? Uma busca por exemplos inovadores aponta que a origem pode estar nos dois lados. O que interessa, neste caso, é o objetivo final. Sistemas altamente eficientes buscam inovação para se superar. Da mesma forma, inovações se voltam para a eficiência afim de otimizar sua operacionalidade.

Em resumo, a busca pela melhoria está na raiz dos sistemas inovadores e eficientes. Não há contradição entre um e outro quando o objetivo é aperfeiçoar, melhorar e inventar um novo jeito de evoluir.

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Stay hungry, stay foolish

E foi embora mais uma fonte de inovação e empreendedorismo.

Este vídeo já foi visto por 99% das pessoas que admiram Steve Jobs. Já o assisti pelo menos umas 10 vezes. Em cada uma delas percebo nuances diferentes. E confesso que me emociono todas as vezes. Quem está ali não é um criador de tecnologia. É um ser humano inspirador.

Esta é minha forma de homenageá-lo.

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Seminário discute inovação e ciência no Brasil

Aconteceu em São Paulo no dia 26 de setembro o seminário “Inovação: o Brasil na rota do desenvolvimento científico e tecnológico”. Em um dia inteiro de discussões com os principais nomes do país na área (o ministro da C,T&I Aloizio Mercadante, o cientista Miguel Nicolelis, o presidente da Finep, Glauco Arbix, o publicitário Luiz Lara e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, entre muitos outros) o evento teve o cuidado de tratar a inovação sob diferentes pontos de vista: da política de fomento a empresas ao papel da inovação como agente de transformação social.

A impressão que se teve em todas as falas é que o Brasil, aos poucos, encontra seu lugar no cenário internacional e isto fica evidente na curiosidade de outras nações pelo país. Um dos palestrantes creditou este interesse ao modo como conseguimos nos últimos anos aliar crescimento com diminuição da desigualdade. “O chamado smart growth”, explicou Glauco Arbix, da Finep.

Além disso, o Brasil também tem se destacado em áreas como agronegócio, minério, gás, exploração de petróleo em águas profundas e tecnologias verdes. Conhecimentos que passaram a ser estratégicos para o desenvolvimento sustentável global. “Estamos em uma conjuntura favorável, mas precisamos resolver problemas estruturais “, destacou Beluzzo.

O consenso é de que um dos maiores investimentos a ser feito é na educação básica, na formação de engenheiros e profissionais qualificados. ”Inovação e ciência precisa de gente. Você não transforma um país sem gente preparada”, afirmou o cientista Miguel Nicolelis, que fez questão de apresentar durante o evento o site da Comissão do Futuro da Ciência Brasileira, uma plataforma de crowdsourcing que em um mês de lançamento já reuniu quatro mil pessoas e 148 grupos de trabalho dos mais variados temas de pesquisa.“Isso prova que o brasileiro gosta sim de ciência”, afirmou.

O seminário foi promovido pela revista Brasileiros e teve como mestre de cerimônias a jornalista Mona Dorf. Assista ao vídeo de abertura:

Para saber mais:
http://www.revistabrasileiros.com.br/

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