A realidade do trabalho mudou. Completamente. Há seis anos, quando decidi me retirar do mundo corporativo, de carteira assinada, férias e décimo terceiro, para empreender, muita gente achou loucura. Eu mesma achei. Na escola, na faculdade, nos cursos regulares nunca aprendemos sobre negócios, empreendedorismo.
Por isso, neste tempo, vivi muitas fases diferentes e aprendi a tirar lições de todas elas. Do homeoffice ao aluguel comercial, do trabalho autônomo à contratação de funcionários. E das épocas de abundância à total estiagem financeira.
Recentemente, comecei mais uma etapa: deixei meu escritório e comecei a trabalhar em um coworking. A experiência, mais do que financeiramente vantajosa, se mostrou bem agradável. Além de compartilhar espaço, internet, café e endereço comercial, os coworkers trocam o que há de mais valioso, mesmo que intangível: a compreensão de estarmos todos no mesmo barco.
De alguma forma, torcemos em conjunto para tudo dar certo, para conseguir pagar as contas, achar gente engajada, entregar projetos e ajudar os colegas com ideias novas e, também, desabafar quando é preciso. Se é possível definir em uma palavra o que um coworking oferece para o empreendedor é a colaboração.
Um conceito que define uma nova forma de trabalho, interação e relação profissional. Os ambientes de coworking representam concretamente esta realidade que está em construção, mas já tem muito a oferecer aos profissionais que acreditam nela.
PS1: estou trabalhando no coworking MyJobSpace, da minha colega de curso na FGV Ana Fontes. Existem vários espaços espalhados por São Paulo e outras cidades do país. Vale a pena conferir.
PS2: esta matéria sobre espaços de trabalho e produtividade mostra um panorama interessante sobre a evolução no design dos escritórios (do taylorismo ao modelo networking). Interessante ver como o local é capaz de definir a própria forma de trabalhar.







