
As idéias surgem a cada minuto, o dia a dia é pouco para sustentar sonhos tão grandes, a urgência do futuro é tão presente que chega a ser palpável. Nestas horas, a balança pende ora pela sobrevivência, ora pela vontade de jogar tudo para o alto e arriscar em um empreendimento tantas vezes repassado na imaginação. O que fazer, então?
O que mais se escuta quando se fala de empreendedorismo é que não existe uma maneira única de trilhar este caminho. Cada empresário atua de um jeito e as histórias de sucesso têm em comum apenas o final. As trajetórias são sempre cheias de percalços e cada um, a seu modo, sabe no momento certo como lidar com a situação.
Se existisse um manual para novos empreendedores, o primeiro capítulo, com certeza, seria sobre auto-conhecimento. Sabendo suas qualidades, limitações, pontos vulneráveis e doses de ousadia, o empreendedor teria em suas mãos a chave para tomar decisões hoje com a perspectiva do futuro. Mas esta também é uma trilha complicada para o ser humano. Passamos a vida tentando nos conhecer e felizmente, ou infelizmente, nunca deixamos de nos surpreender.
Um teste simples, mas eficaz para saber se o projeto almejado pode se tornar realidade faz analogia com uma rede de pesca, como a que ilustra o post. Dê uma olhada novamente para a imagem. O que você vê? As linhas ou o espaço vazio entre elas? Os dois elementos fazem parte da rede. Com o primeiro, é possível capturar o peixe. Mas é com o segundo, deixando a água escorrer, que a pesca se concretiza. Simples, não?! As linhas tornam o sonho possível, mas são as perdas que o tornam real.
Se ao pensar em seu negócio você visualiza mais a linha do que o buraco, vá em frente. É com ela que os sonhos se transformam em tarefas; as tarefas em projetos; e os projetos em conquistas. Mas, se ao olhar a rede, você foca apenas nos espaços vazios, repense. Todo empreendimento passa por perdas. Mais e maiores do que os dias de glória. Mas se a visão do empreendedor estiver no vazio, o negócio não prospera. A pescaria só vinga quando a rede está completa. E como diz o provérbio chinês: “Não basta dirigir-se ao rio com a intenção de pescar peixes; é preciso levar também a rede.”
PS: a imagem que ilustra este post é de autoria do fotógrafo Bolivar Trindade. Para conhecer seu trabalho, acesse: http://www.flickr.com/photos/bolivar-trindade/
Alice,
Muito bacana o exemplo da rede!
Também concordo plenamente com você que o primeiro passo para um empreendedor é o auto-conhecimento. Você conhece o livro Auto-Coaching que o Marcos Rezende do Insisimento escreveu?
Altamente recomendado pra quem quer fazer essa análise sobre seus talentos e as características empreendedoras.
Abraços!
Opa! Está anotado na lista de livros para ler. Obrigada!