Jul 31

Falando sobre o futuro

Bem-vindo ao ano 2040! Como será o mundo nesta época? E o que precisaremos mudar para chegar lá? Quais novas tecnologias serão usadas, que rituais teremos? E a vida das pessoas, como será?

Este é o referencial que move o trabalho de dois inovadores: Anderson Penha e Daniel Egger, sócios da consultoria de inovação Symnetics e cofundadores da agência de ideias FOLTIGO. Segundo estes pensadores, o futuro é muito mais do que uma reinvenção do presente. Ele pode ser criado a partir de percepções imaginárias e da concepção de novas ideias que extrapolam o real.

E é por meio da construção destes cenários e da investigação do relacionamento e interações entre as pessoas, objetos, mitos e rituais na realidade que podemos construir um futuro inovador e desenhar assuntos emergentes.

Com o objetivo de conceber estas ideias e criar um mosaico de experimentação, a Foltigo lançou recentemente a série “Zeitgeists do futuro” que pretende estimular as pessoas a compartilhar suas opiniões sobre o que nos espera, com todas as suas possibilidades ainda desconhecidas.

A iniciativa utiliza diversas mídias como uma coleção digital de desenhos, vídeos, discussões em grupo e no final uma apresentação com todas estas contribuições.
A primeira etapa já começou: são vídeos curtos chamados de “Cápsulas do tempo” que reúnem o pensamento de muitos colaboradores em torno da ideia do futuro.

Fiz meu depoimento também, relatando uma visão otimista do futuro.  E colaboro para que este projeto alcance o maior número de pessoas. Portanto, se você também tem alguma ideia sobre o amanhã, compartilhe no Facebook (grupo 2040), no Twitter (hashtag #2040), ou envie para este pensadores entusiasmados. Com certeza,  o resultado será surpreendente!

Para saber mais:

- Como será o mundo em 2040? (site)
-
Depoimentos gravados (youtube)

 

Jul 24

Capital empreendedor no Brasil

Uma notícia aqueceu o mercado de startups esta semana. Foi anunciado um fundo de investimentos de 130 milhões de dólares que irá focar em empresas brasileiras nos próximos anos. A Redpoint e.ventures tem o objetivo de fazer investimentos em empresas em estágio inicial nas áreas de internet, computação em nuvem e novas mídias.

Para os gestores do novo fundo, o Brasil vive um momento de oportunidades, com fundamentos macroeconômicos favoráveis, uma massa crítica crescente de usuários e um ecossistema de internet em rápida formação. “Todo grande investidor no mundo tem uma ‘estratégia Brasil’ para desenvolver e iremos atuar no mercado nacional para fortalecer ainda mais este ecossistema em crescimento”, destaca Anderson Thees, sócio-fundador da empresa.

Segundo Thees, a intenção do novo fundo é trazer a filosofia de investimento do Vale do Silício (EUA) que, além do aporte financeiro, fornece um amplo sistema de apoio ao empreendedor, com networking, acesso a uma rede global e melhores práticas de gestão.

A Redpoint e.ventures espera investir em pelo menos 20 empresas nos próximos cinco anos. Cinco delas já receberam apoio do fundo: Xangô, Viajanet, Shoes4you, Sophie & Juliete e 55 Social. A intenção dos gestores é atuar em empresas com alto potencial de crescimento. “Queremos investir principalmente em empreendedores que querem construir grandes empresas em escala global”, finaliza  Yann de Vries, também sócio-fundador da fundo.

E você, tem uma startup e quer arriscar? Siga alguns conselhos fundamentais dados pelos investidores:
- Sonhe grande
- Crie um projeto consistente, com potencial de escala
- Faça um protótipo, lance sua ideia
- Tenha uma equipe engajada, mesmo que pequena
- Um bom networking é fundamental

 

Jul 17

Um quarto da população brasileira envolvida com empreendedorismo

Pode-se ler uma pesquisa de muitas formas: com um olhar otimista ou pessimista; considerando avanços, se olharmos o histórico do estudo; ou vendo que ainda há muito por fazer, se nos compararmos a outros países.

É com esta visão ampla que quero avaliar a nova pesquisa GEM  (Global Entrepreneurship Monitor 2011), que foi divulgada na semana passada, e é feita pelo IBPQ e FGVcenn, com o apoio do Sebrae. Acredito que assim, possa ter uma análise mais verdadeira deste fenômeno.

Há 12 anos feito no Brasil, o estudo global aponta que o país vem avançando no quesito empreendedorismo. Hoje, 27 milhões de brasileiros entre 18 a 64 anos são donos de uma empresa, ou um quarto da população brasileira. Para cada empreendedor por necessidade, existem 2,24 que vislumbraram uma oportunidade de negócio, índice próximo dos países desenvolvidos. O Brasil também tem uma das mais altas taxas de empreendedorismo feminino: 49% dos empreendedores iniciais são mulheres.

Estes números mostram a importância econômica e social do tema para o país. Mas, por outro lado, apontam para a necessidade de um maior desenvolvimento do contexto empreendedor.

O GEM 2011 apresenta dados que colocam o empreendedor brasileiro como aquele que tem encontrado dificuldade em inovar. Em comparação com outros países, a adoção de novas tecnologias ocorre em um nível maior de maturidade do empreendimento porque exige investimentos de capital, o que é um reflexo da realidade brasileira. O país também possui o menor percentual de internacionalização de empresas – uma grave deficiência na competitividade das empresas nacionais.

Que o empreendedorismo brasileiro está se consolidando e fortalecendo, é um fato. Mas ainda precisamos de entendimento maior sobre este universo (vindo de pesquisadores, universidades e instituições não-governamentais) que possam colaborar para o estabelecimento de políticas públicas de incentivo ao ecossistema de negócios e às empresas geradoras de emprego, renda e desenvolvimento para o país.

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PS1: para a pesquisa GEM 2011 (veja completa aqui), fui entrevistada como especialista em empreendedorismo, que “designa profissionais que se destacam por possuírem conhecimento expressivo em algum tema relacionado às condições para a criação e expansão de negócios no País” (GEM Brasil). Foi satisfatório conhecer de perto a metodologia eficiente de uma pesquisa  que é muito relevante para o desenvolvimento do empreendedorismo brasileiro

PS2: no dia 27 de julho, irei fazer uma apresentação mais aprofundada sobre este tema. Será no escritório de coworking @MyJobSpace  que fará um café da manhã especial para empreendedores. Quem quiser ir, é só confirmar no link: https://www.facebook.com/events/467009893318379/

Jul 09

O ‘pulo do gato’ no YouPix festival

Entre 3 e 5 de julho aconteceu, em São Paulo, o YouPix Festival, um encontro de cultura digital feito para nerds que conquistou os jovens de todas as idades aficionados por tecnologia. Com 130 atividades, 200 palestrantes e um público de quase 10 mil pessoas, o evento se consolidou como referência em internet, conteúdo online, webcelebridade e hiperconexão.

Só consegui comparecer no último dia do festival, mas destaco entre os temas que mais chamaram atenção a gamificação, exposição x privacidade na rede, empreendedorismo digital, virais na internet e política brasileira sobre cultura digital.

Também aproveitei o evento para gravar o depoimento da série “O pulo do gato no empreendedorismo” , que comecei a fazer este ano (para ver todos, clique aqui). O especialista da vez foi o Rene de Paula Jr, que trabalha há mais de 15 anos com internet e, na minha opinião, é um dos pensadores mais contundentes na área. Sua coleção de #desaforismos consegue derrubar muitos mitos da web brasileira e incentivar uma reflexão menos superficial do meio. Veja o seu depoimento sobre o “pulo do gato” no mundo digital:

Para saber mais:
- YouPix Festival: site oficial

- Veja fotos do evento no facebook d´O Pulo do Gato

Jul 03

iPostal: cartão-postal do século XXI

Unir o antigo ao moderno, criar uma nova roupagem para o passado é uma estratégia muito utilizada no mundo digital.  Mas nem sempre os usuários estão receptivos a estas releituras. Por isso, elas precisam ser muito bem feitas para conquistar um público que olha cada vez mais para o futuro.

Mas a sacada do iPostal é bem bacana: da ideia à execução do serviço. O procedimento é simples: por meio de um aplicativo que pode ser baixado para o smartphone ou pela web, o usuário transforma suas fotos digitais em um cartão-postal real: impresso, com mensagem do remetente e envio pelo correio para o destinatário.

Fiz o teste esta semana e confesso que é bem interessante receber um cartão-postal em casa, como antigamente, unindo as facilidades das ferramentas atuais. Não é por acaso a escolha do slogan: “Surpreenda quem você mais gosta com um cartão-postal de verdade, porque o mundo real é incrível.”

Com a ideia, os amigos de infância Yussif Neto, Felipe Oranges e Victor Stabile, estudantes da FGV e da UfsCar, ganharam o Demo Day da StartupFarm, uma competição de negócios que avalia e acelera empresas em estágio inicial.

O iPostal foi julgado por uma comissão de especialistas e investidores pelos critérios viabilidade de mercado, consistência da solução proposta, capacidade de execução do time,  modelo de negócios e finanças. Um bom começo para quem quer deslanchar no mercado digital. Boa sorte aos empreendedores!

Para saber mais:
http://www.ipostal.com.br
- http://startupfarm.com.br/