Mar 26

Virada Empreendedora: qual é seu negócio?

No ano passado aconteceu em São Paulo a I Virada Empreendedora. Foi um dia intenso de palestras, reuniões, mesas de negociação e discussões acerca do empreendedorismo. O público era quase todo formado por pequenos empresários e aspirantes a empreendedores: universitários ou funcionários de empresas querendo se capacitar para liderar seu próprio negócio.

Entre discussões sobre investimento-anjo, como vender mais e melhor, gestão financeira, inovação e outros assuntos, percebi que o que mais suscita a atenção dos empreendedores é a validação de ideias. Ninguém chega disposto apenas a ouvir. Os empreendedores querem falar, expor suas opiniões, trocar informações e, na melhor das hipóteses, ter sua ideia comprovada por especialistas que indicarão caminhos para que ela se desenvolva.

Mais uma vez teremos esta oportunidade de ouvir e expor conceitos. A II Virada Empreendedora acontece no MyJobspace nos dias 14 e 15 de abril, com direito a consultoria coletiva, cursos, palestras e muita troca. Quem tem um negócio, uma ideia, um modelo a expor, aproveite. Esta aí um bom lugar para colocá-la em discussão antes de enfrentar o mercado.

Para saber mais:
- Página oficial: http://www.viradaempreendedora.com.br/

- Confirme sua participação pelo Facebook: http://www.facebook.com/events/169721013139109/

Mar 19

Microrrevoluções: ações silenciosas e transformadoras

Os indicadores econômicos positivos, o surgimento de uma nova classe média e a consolidação da democracia colocaram o Brasil em outro patamar. A sensação de uma crescente prosperidade melhorou a autoestima do país que ainda foi escolhido para sediar os dois maiores eventos globais: a Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas de 2016.

Neste país existe uma nova geração de 25 milhões de jovens entre 18 e 24 anos que, conectados às tecnologias digitais, exercitam uma nova forma de se relacionar, conhecer e interagir com o mundo. A primeira geração global de brasileiros acredita que o país do futuro chegou e está agindo para que isto se consolide.

Segundo a pesquisa “O Sonho Brasileiro”, levantamento realizado pela agência de consultoria e pesquisa Box1824, estes jovens não acreditam nos modelos antigos da sociedade e inventam seus próprios caminhos, criando conceitos inovadores de trabalho, convivência e prosperidade.

De acordo com o consultor em inovação e fundador da empresa Papagallis, focada em conhecimento coletivo, Luiz Algarra, a pesquisa capturou uma tendência generalizada dos jovens assumirem pessoalmente seu processo de mudança. “Eles são protagonistas de microações que transformam o cotidiano em diferentes culturas e localidades”, afirma Algarra.

Um dos principais resultados do estudo foi captar a existência de mais de dois milhões dos chamados “jovens-ponte” ou os catalisadores de mudanças. “São jovens que conectam os seus sonhos ao cotidiano e já realizam projetos reais que estão transformando realidades pelo país afora” explica Carla Mayumi, coordenadora do projeto e sócia da Box1824, onde é responsável pelo núcleo de Inovação.

Um exemplo destes “jovens-pontes” é André Gravatá, um dos organizadores do TEDxJovem@Ibira, evento que aconteceu no dia 04 de dezembro de 2011 em São Paulo e teve como tema as microrrevoluções. “Nosso objetivo é dar voz às ações silenciosas e desconhecidas que causam  impacto positivo para quem está em volta”, explica André. “As microrrevoluções são pequenas mudanças capazes de transformar a sociedade e criar um país melhor”.

O evento, uma versão licenciada do programa norte-americano TED (Tecnologia, Entretenimento e Design), tinha o propósito de espalhar ideias inovadoras por meio de apresentações com pessoas que transformaram realidades.  Entre os palestrantes estavam David Rocha, um jovem de 20 anos que transforma madeira encontrada no lixo em violinos, e a jornalista Tatiana Achcar, que viajou um ano de bicicleta coletando histórias de sustentabilidade nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Indonésia.

Para André Gravatá, é importante mostrar que existem pessoas que estão transformando o mundo silenciosamente. “É uma boa oportunidade para os jovens repensarem seu papel na sociedade e mostrarem sua capacidade de mudar realidades a partir de seus sonhos”, diz.

Para ler também:
Jovens inspiradores: No lugar das grandes causas, microrrevoluções. Veja entrevista com Edgar Gouveia Jr. 

Mar 12

Storytelling: uma forma de inovar contando boas histórias

Quem precisa transmitir uma ideia sabe o poder que tem uma boa história. Das parábolas de Jesus Cristo aos contos de fadas infantis, as narrativas são a melhor forma de fixar uma mensagem na mente das pessoas. E esta técnica é tão antiga como a própria descoberta da linguagem.

A novidade é que este recurso tem sido cada vez mais utilizado para vender produtos e serviços, engajar pessoas em projetos e causas e construir marcas. Para as empresas, esta é não apenas uma inovação, mas um caminho para se diferenciar em mercados competitivos e com excesso de informação fragmentada que encontramos em folhetos, comerciais, sites, redes sociais, eventos, etc.

O “storytelling transmidia” é a técnica que transforma a capacidade de reunir fatos e narrá-los em histórias que serão compartilhadas em diferentes plataformas de mídias. Este é o pulo do gato para empresas que tem o objetivo de encantar seus consumidores.  Na ESPM, em São Paulo, já existe um curso dado pelos professores Bruno Scartozzoni, Fernando Palacios e Martha Terenzzo que apresenta como fazer o melhor uso do storytelling no mercado corporativo. Serve para empresas – de qualquer porte -, para lançamentos de produtos e até para pessoas que tem sua carreira como marca.

Nesta terça-feira, dia 13 de março, eles darão uma amostra de como produzir resultados usando o storytelling. Eu estarei lá e prometo contar mais detalhes depois. http://www.facebook.com/events/180009915445028/

Para saber mais:
- Curso ESPM: Inovação em Storytelling: do branded content à transmídia
-
 Slideshare: Como empresas podem gerar resultados por meio do storytelling

Mar 06

Mulheres, mães, empreendedoras

Impossível fazer qualquer post esta semana sem pensar nas mulheres. Mães, profissionais, filhas, esposas, amigas, empreendedoras. Mulher é tudo isso e mais. Neste domingo, confesso que senti a carga pesada e… cansei! Desabafei, pedi colo, chorei, mas voltei à ativa logo em seguida porque minha filha estava doente precisando de mim.

Ser mãe e empreendedora são duas coisas tão divergentes quanto imensamente parecidas. Os sentimentos de esperança, frustração, comprometimento e automotivação se misturam nos negócios e na criação dos filhos. Impossível falar do trabalho sem paixão. E querer dedicar 24 horas por dia para que ele cresça e se desenvolva. Ao mesmo tempo, é tão fácil largar tudo por conta de uma febrinha de 38 graus.

As mulheres empreendedoras são, por muitas características, diferentes dos homens nesta seara. Em diversos estudos e depoimentos, isto é comprovado: elas são mais flexíveis, querem expandir seus negócios, mas também cuidar da família. Não querem mudar o mundo, mas a realidade que as cerca. Envolvem a comunidade e são responsáveis por transformações a conta-gotas, mas que fazem toda a diferença em longo prazo. Qualquer semelhança em criar filhos, não é coincidência.

Queria neste post homenagear estas mulheres e, especialmente, as mães empreendedoras, capazes de se dividir entre crianças e negócios com a mesma dedicação, coisa que exige tanto delas mesmas. Se para empreender é preciso coragem, o esforço é multiplicado quando se decide criar negócios e filhos ao mesmo tempo. Por isso, mais do que sucesso e dinheiro, estas mulheres merecem reconhecimento.  Parabéns!

 

Mar 02

BRNewTech: empreendedorismo de alto impacto

“Nós somos a Ingresse, meu nome é Gabriel e nosso sonho é reinventar o mercado de eventos no Brasil”

Esse é o clima do BrNewTech. Dezenas de empreendedores dispostos a mudar o mundo com tecnologia, criatividade e inovação. O evento acontece desde 2010, seu objetivo é trazer a cultura do Vale do Silício para o Brasil e fomentar o empreendedorismo de alto impacto no país. O que isto significa? Empresas com capacidade de escala e crescimento rápido a exemplo do Google, Facebook, Twitter, etc.

Para que isso aconteça o Brasil precisa fortalecer o ecossistema e a comunidade de startups e o BrNewTech nasceu com este objetivo. Nesta semana, foram mais de 200 pessoas em três horas de encontro intenso. Teve painel de empreendedores com Baby.com.br, Best Cool Fun Games, Fashion.me e Kekanto que falaram de suas experiências com investidores, bootstrapping, desafios para o crescimento e falhas. “Saímos do modo de sobrevivência para o modo de alto crescimento”, disse Flavio Pripas, do Fashion.me.

O BRNewTech também teve pitch, com apresentações de três empresas iniciantes, mas que vão aparecer muito por aí: o Ledface, de inteligência coletiva, o Meivox, um crowdtrading, e o Ingresse, da fala acima. Além disso, o que mais agradou aos empreendedores foram o networking e conversas em torno do Startup Brasil, um programa de fomento e atração de investimentos, anunciado pelo secretário de política de informática do MCT para abril deste ano. Vamos aguardar.

Para saber mais:
- http://www.brazilinnovators.com/
http://www.meetup.com/BRNewTech/