Jul 28

As musas, o caos e a cocriação

Existem muitas formas de definir a maneira como criamos: uns acreditam no insight, na iluminação; outros preferem seguir o método, a lógica do esforço contínuo e sistemático que leva à inovação. Mas poucos se debruçam sobre as fontes que nos inspiram a criar.

Estive esta semana em um workshop, desenvolvido por Daniel Egger e Anderson Penha, que discute as origens da criação e o que nos motiva a buscar o novo, apesar dos obstáculos encontrados. “Criar dói”, resumiram. “Mas é um ato necessário para a sobrevivência e a própria superação.”

Chega uma hora em que não é possível manter as mesmas estruturas que serviram antes. É preciso mudar, reinventar, instaurar uma nova ordem dentro do caos interno de nós mesmos e do mundo em que vivemos.

Mas, para criar, precisamos de fontes. Se no passado o homem recorreu à mitologia para compreender os fenômenos da natureza, hoje ele retorna às musas da música, da literatura, das artes, da culinária e da tecnologia (por que não?!) para inspirar novas compreensões e criações.

O ciclo se renova quando as fontes de inspiração são (re)conhecidas por nós. Aí não importa se é por meio do método ou do insight. A matéria-prima está lá para ser explorada. E é tão abundante quanto mais é compartilhada.

Nesta visão, a inovação escassa e distante se torna fácil de ser capturada. É só aprender os atalhos da inspiração, da troca de ideias, da cocriação. O caminho é impreciso, mas pode gerar produtos surpreendentes.

Nada melhor! Quem se propõe a criar o novo, não pode esperar por velhos resultados já conhecidos.

Mais detalhes:
- O curso: As musas, o caos e a (co) criação – como nos inspiramos para tornar insights em ideias

Jul 20

EXPO Y: os negócios na era digital

Aconteceu nesta semana na Bienal do Ibirapuera o festival  Expo Y. Voltado para os jovens de muitas gerações ( X, Y, Z) o evento teve como tema central a nova cultura de negócios criada a partir da era digital.

Em três dias, as apresentações se diversificaram em assuntos e interesses que iam do recrutamento via redes sociais ao valor dos sonhos, do planejamento financeiro ao modo bootstrapping de empreender. Participei do painel sobre Inovação Aberta, ao lado de Fabiana Tarabal (Battle of Concepts) e Fernanda Nudelman Trugilho (Pto de Contato). Foi uma experiência bacana falar num ambiente tão multifacetado.

Muita gente comparou o festival às primeiras edições da Campus Party, pela diversidade de discussões acontecendo simultaneamente e a tecnologia onipresente. O que se percebe é que, independente da geração (e todas elas estiveram por lá) os participantes buscavam as mesmas coisas: aprender novos conceitos, conhecer pessoas e encontrar oportunidades.

Se a cultura digital mudou o jeito de fazer negócios, é na conversação (virtual ou presencial) que eles efetivamente começam, que ideias são postas em prática. Nisto, a Expo Y foi uma excelente chance para iniciar conversas, amadurecer projetos e conquistar colaboradores.

Saiba mais:
- Resultson: destaques da ExpoY

Jul 14

Expressando potenciais

Do caos à ordem. Das cartilhas prontas à interiorização e revelação do que realmente nos realiza. Este foi o mote do pocket curso PEP- Programa de Expressão de Potenciais, que aconteceu no Hub Escola no dia 11 de julho. Com uma abordagem inovadora sobre o empreendedorismo, o workshop leva os participantes a descobrirem seus potenciais latentes.

A proposta do empreendedorismo servidor (prefiro realizador) é prover o mundo com o que de mais autêntico e singular existe dentro de nós. Para isso, o curso propõe um trabalho árduo de descoberta. A sistematização leva a nos reconhecermos em momentos de angústia, de intuição e também de troca e motivação. Investigamos quem somos e partimos para a mobilização.

Foram três horas intensas. Que revelaram nossos questionamentos, intenções e a capacidade de expor aos colegas nossa essência apenas com movimentos, sem interferência da fala. É preciso ousar, pois o caminho da realização exige integração conosco, compartilhamento com os outros e entendimento do que o mundo nos pede.

O curso PEP foi dado no HUB Escola de Inverno que vai até o dia 31 de julho.
- veja aqui a programação completa
- Semente Una:
Programa de Expressão de Potenciais

Jul 07

Persistir ou insistir

A persistência é uma das maiores qualidades que um empreendedor pode ter. No início tudo é difícil. Da formatação da ideia à conquista de apoiadores e clientes. A montagem da equipe, a estratégia de marketing, a mensuração de resultados. Tudo pode ser considerado obstáculo até que se consiga criar uma sistematização nos negócios que permita que ele evolua naturalmente.

Mas os obstáculos podem ser vistos como desafios quando o empreendedor tem a certeza de que está no caminho certo, apesar das evidências não serem tão otimistas. Neste caso, é hora de pensar até que ponto a persistência perde sua qualidade positiva e ganha ares de atitudes repetitivas e insistentes.

A linha entre ser persistente para alcançar os resultados esperados e insistir no erro é tênue. Perceber esta diferença é essencial para a sobrevivência de qualquer empreitada, seja pessoal ou profissional. Atitudes idênticas muitas vezes escondem e confundem a verdadeira motivação do empreendedor: esperança ou teimosia?

É o exercício do autoconhecimento que leva a uma resposta autêntica de qual é a natureza das ações e qual o rumo deve ser seguido, independente do contexto.  Afinal, trajetórias de sucesso e de fracasso são recheadas de histórias de persistência, mas também de insistência. Vale perceber qual é a atitude mais assertiva para um final feliz.