Existem muitas formas de definir a maneira como criamos: uns acreditam no insight, na iluminação; outros preferem seguir o método, a lógica do esforço contínuo e sistemático que leva à inovação. Mas poucos se debruçam sobre as fontes que nos inspiram a criar.
Estive esta semana em um workshop, desenvolvido por Daniel Egger e Anderson Penha, que discute as origens da criação e o que nos motiva a buscar o novo, apesar dos obstáculos encontrados. “Criar dói”, resumiram. “Mas é um ato necessário para a sobrevivência e a própria superação.”
Chega uma hora em que não é possível manter as mesmas estruturas que serviram antes. É preciso mudar, reinventar, instaurar uma nova ordem dentro do caos interno de nós mesmos e do mundo em que vivemos.
Mas, para criar, precisamos de fontes. Se no passado o homem recorreu à mitologia para compreender os fenômenos da natureza, hoje ele retorna às musas da música, da literatura, das artes, da culinária e da tecnologia (por que não?!) para inspirar novas compreensões e criações.
O ciclo se renova quando as fontes de inspiração são (re)conhecidas por nós. Aí não importa se é por meio do método ou do insight. A matéria-prima está lá para ser explorada. E é tão abundante quanto mais é compartilhada.
Nesta visão, a inovação escassa e distante se torna fácil de ser capturada. É só aprender os atalhos da inspiração, da troca de ideias, da cocriação. O caminho é impreciso, mas pode gerar produtos surpreendentes.
Nada melhor! Quem se propõe a criar o novo, não pode esperar por velhos resultados já conhecidos.
Mais detalhes:
- O curso: As musas, o caos e a (co) criação – como nos inspiramos para tornar insights em ideias


