Apr 18

Blogagem coletiva: o que leva a você a comprar um livro?

Esta é a pergunta que me instigou a participar da primeira blogagem coletiva no meu ainda recente (desde 2009), mas intenso mergulho no universo dos blogs.

Vamos ao que interessa: comprar um livro para mim é um prazer tanto quanto saborear uma boa comida. E tanto faz a origem: se foi indicação de amigos, recomendação em sites ou resenhas em revistas. Sou daquelas que leio um assunto e vou direto na bibliografia saber onde escarafunchar mais detalhes.

Como este blog é voltado para inovação e empreendedorismo, este é o tema central da minha atenção – e dos meus gastos – atualmente com livros. E são tantos: da Arte do Começo, de Guy Kawasaki,  à 101 Inovações Brasileiras, de Gustavo Zevallos. Livros sobre co-criação (O Futuro da Competição, de Prahalad) e inovação sistemática (Innovatrix, de Clemente Nóbrega). Sobre a eficiência de governos eletrônicos (Gestão pública eficiente, de Florencia Ferrer) e pensamento estratégico (Tempo de pensar fora da caixa, de Ricardo Neves).

É claro, não consigo ler todos com a calma que gostaria. Muitas vezes em uma leitura rápida, pinço assuntos que me interessam e guardo o volume já à espera de um encontro mais demorado. Mas adoro saber que eles estão lá, bem perto.

Ao lado da minha mesa de trabalho, tenho uma estante recheada deles. Livros profissionais, romances, biografias, títulos antigos e lançamentos recentes. Sinto um orgulho imenso de tê-los garimpado, guardado e, a cada mudança, os levado cuidadosamente comigo.

Pagar por um bom livro nunca foi um problema. Desde antes dos livros digitais, já considerava um investimento precioso. Hoje, por incrível que pareça, são mais ainda. Não tem preço o prazer de folheá-los com calma, descobrir nuances do autor e suas reflexões em páginas aleatórias sem nem ter começado a ler o primeiro parágrafo. Esta é a minha realização ao comprar livros. Um hábito que faço por prazer. Mesmo que, muitas vezes, seja um prazer que custa caro!


PS
: esta blogagem coletiva foi iniciativa de Alessandro Martins, do blog Livros e Afins.
PS2: este post me inspirou a criar uma nova seção no blog: resenhas dos livros sobre inovação e empreendedorismo. Farei isso em breve!
Apr 07

Empreendedorismo exponencial

Qual o melhor caminho para crescer? Em primeiro lugar, é preciso definir o negócio da sua empresa. Em qual segmento ela atua, que tipo de cliente atende, como se posiciona no mercado. Saber quem é (existencial, não?!!) é o primeiro passo para crescer. É por isso que a conhecida fórmula da missão, visão, valores ainda funciona.

Feita esta lição de casa, a estratégia de crescimento pode estar em muitas direções. Marcelo Nakagawa (foto), um dos principais especialistas do Brasil em planejamento de negócios, descreve pelo menos três estilos diferentes: o crescimento orgânico, feito com recursos próprios; aquele que replica, como o sistema de franquias; e, por fim, o crescimento agressivo, que lida com aquisições e capital de risco.

Mas ele traz também um conceito novo, extremamente alinhado com as mudanças estruturais que estão acontecendo com o mundo e com os negócios. É o chamado “empreendedorismo exponencial”,  por definição uma plataforma para o desenvolvimento de novos empreendedores. Um exemplo é o que acontece na Apple Store. Ao permitir que desenvolvedores criem aplicativos para os seus produtos, a empresa abre oportunidades para que iniciativas externas desenvolvam seu próprio negócio. No Brasil, empresas como Natura, Bematech e Totvs também adotaram esta estratégia com resultados exponenciais no faturamento.

Com base na inovação aberta, esta abordagem acredita na competência do entorno, no empreendedorismo e na combinação destes fatores para criarem negócios inovadores e competitivos no longo prazo.

Vale aprofundar o tema no artigo de Marcelo Nakagawa e Guilherme Ary Plonsky.
Empreendedorismo exponencial: a quarta dimensão das estratégias de crescimento