Aug 13

Cultura empreendedora

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Quando iniciei este blog, há quase um ano, um dos posts que me propus a fazer foi sobre a cultura empreendedora brasileira – ou a falta dela.  Para contrapor a nossa realidade, me vinha sempre em mente a figura do personagem Bolinha (da turma da Luluzinha) na sua barraca de limonada, vendendo a poucos cents um copo de suco a fim de juntar dinheiro para algum projeto ambicioso, como comprar um violino ou reformar o clube dos meninos (infelizmente não encontrei essa imagem no Google)

Ao conversar sobre empreendedorismo com um americano que mora no Brasil, ele me recordou a mesma cena: “Quando crianças, somos incentivados pelos pais, pela escola, na TV e até lendo gibi a ganhar nosso próprio dinheiro”, comentou. “Não vejo isso no Brasil”, disse o rapaz constatando esta lacuna na nossa educação. Aqui, poucos nos encorajam a empreender nossas próprias ideias.

Estes dias, me deparei com uma reportagem da BBC: “Menina de 7 anos paga férias na Disney vendendo limonada nos EUA”; e a imagem da garota, risonha, ao lado da barraquinha que usou para realizar seu sonho. Lendo a matéria, o leitor vê que ela também enfrentou barreiras e burocracia, mas conseguiu o que queria. Alguém duvida sobre a capacidade de realização desta menina aos 20 ou 30 anos?!

Gostaria que mais brasileiros seguissem este exemplo e tivessem milhões de barraquinhas espalhadas por aí com ideias criativas e inovadoras à venda. Que cartilhas sobre empreendedorismo fossem fabricadas para educação infantil. Que as faculdades estimulassem as competências de seus estudantes para a criação de grandes empresas e a geração de novos empregos.

Falta muito para gente chegar lá, mas vejo que este é um desejo latente. E, estando aí, disponível, uma hora ele se realiza. Iniciativas neste sentido começam a dar certo e convergem para uma mudança de cultura que os brasileiros merecem experimentar. Quanto mais a ousadia se encontrar com a criatividade, mais inovação teremos a apresentar.

Para ler:
- Menina de 7 anos paga férias na Disney vendendo limonada nos EUA

Aug 06

Criatividade e realização

criativoA capa da revista Época desta semana trata da Criatividade. Com o título “Aprenda a ser criativo”, a reportagem fala sobre a importância desta que “é hoje uma das qualidades mais desejadas no mercado de trabalho”.

Entre testes sobre o grau de inventividade do leitor e dicas de como aumentar esta habilidade, o texto discorre sobre a importância de ser criativo, ter ideias raras e caras. E apresenta o exemplo de uma grande empresa em Minas Gerais que premia seus funcionários por insights criativos. “A construtora diz ter distribuído R$ 1 milhão em prêmios por ideias que lhe economizaram R$ 80 milhões”.

Apesar de colocar luz a um tema intimamente ligado à felicidade do ser humano, a reportagem deixa escapar o óbvio: ninguém é criativo para se dar bem no mercado de trabalho. A inventividade do ser humano vai muito além desta motivação. Transpor problemas e criar novas realidades andam por caminhos diferentes do lugar-comum das fórmulas de sucesso.

A criatividade vem da inspiração – e da transpiração – humana. E, antes de qualquer vantagem, ela tem como resultado a sensação e o orgulho da realização.  Neste caso, os autores da reportagem acertam quando dizem que “ser criativo não é só ter ideias originais – é pensar em como torná-las realidade”. Esta sim, uma competência que vale a pena ser treinada.

Para ler mais:
O } Criativo: esta crônica de Luiz Marcondes, encontrada na plataforma de conteúdo para negócios ResultsON, é uma excelente mostra de como a criatividade pode ser simples e efetiva. Clique aqui