May 31

A Ciência em si

Semana passada aconteceu a Quarta Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI).  O encontro de cientistas de todo o Brasil tinha o objetivo de aproximar a ciência da sociedade para promover o desenvolvimento sustentável.  Para isso, temas como biodiversidade, mudanças climáticas, energia, recursos naturais, desigualdades regionais, educação científica, saúde foram abordados na conferência que pretende estabelecer as diretrizes de Ciência e Tecnologia para o país nos próximos anos.

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Conclusões? São muitas! Complexas e indissociáveis. E serão muito bem utilizadas. Mas o que sintetiza a inspiração desta conferência, vi em uma apresentação musical feita durante o evento com a letra  “Quanta”, de Gilberto Gil. Em meio a tantas discussões sobre assuntos importantes e diversos, foco na reflexão entre Ciência e Arte, ser humano e tecnologia, sustentabilidade e progresso…

Veja o clipe:


Para ver mais:
O clipe de “A ciência em si”:

May 21

A inovação do cinema 3D

Cinematografo“É uma máquina de tanta perfeição que as fotografias por ela projetadas revelam-se com tanta nitidez que muitas vezes deixa o espírito observador na dúvida se está ou não diante da própria realidade.”

Publicado em 1898 pelo maior periódico carioca da época, o Jornal do Comércio, o comentário acima descreve as primeiras impressões da exibição do cinematógrafo no Rio de Janeiro.  A chegada da invenção foi coberta de muita curiosidade sobre a nova técnica trazida da Europa: “Apaga-se a luz elétrica, ficando a sala em trevas, e na tela aparece a projeção luminosa, a princípio fixa e apenas esboçada, mas vai pouco a pouco se destacando. Entrando em funções o aparelho, a cena anima-se e as figuras movem-se dando magnífica impressão da vida real.”

Retiro estes trechos de uma pesquisa que realizei sobre a história do cinema (que resultou em um ensaio no livro “Folhas do Tempo”, editado pela UFMG). Foram necessários muitos meses de estudo para compreender a aura de descoberta que o cinematógrafo dos irmãos Lumiére proporcionou às pessoas naquela época.

Sem exagero, me senti uma delas ao assistir o primeiro filme em 3D. A sensação de vida real, a reação das pessoas no cinema e a redescoberta sensorial de uma diversão já tão conhecida me remeteu aos primórdios do cinema. “Estamos ou não diante da própria realidade?” é uma questão percebida diante da imagem tridimensional.

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Assim como os antigos cinematógrafos surpreenderam uma sociedade acostumada aos teatros, o cinema 3D aparece para quebrar mais um paradigma na indústria da diversão. Uma inovação tecnológica capaz de trazer rupturas para toda a cadeia de produtores, fornecedores e exibidores, mas principalmente para os espectadores na forma de vivenciar o entretenimento. Como há mais de 100 anos, isso  gera fascínio (“A tecnologia que irá revolucionar a sétima arte ”) e desconfiança (“Cinema 3D pode desestabilizar noção de equilíbrio e provocar enjôos”). Reações comuns que só aparecem na consolidação de produtos verdadeiramente inovadores.

May 07

Se adequar ao cliente e manter o padrão de qualidade

festa_1anoJá começo avisando: contarei o milagre, mas não o santo. O problema não é a exposição dos atores envolvidos, mas a simples constatação de que o ocorrido é apenas uma matriz de qualquer situação que envolva clientes e empresas de serviços. E isso já vale o post e a reflexão.

Liguei esta semana para uma empresa promotora de festas. O discurso me chamou a atenção. O marketing retratava o atendimento cuidadoso – que foge do padrão encontrado nas grandes cidades. Até o preço mais alto se justificava pela proposta diferenciada da empresa. O que me espantou foi a ausência da negociação. A festa para 50 pessoas tinha um valor mínimo que seria igual mesmo se eu levasse apenas 30 pessoas.

Entendo uma questão: produzir festas não é barato. Além da decoração, comes e bebes, a logística da festa exige um padrão no atendimento que é cobrado não apenas por quem contrata o serviço, mas também pelos convidados que o usufruem. Confesso que não entendi o porquê da empresa se dispor a perder clientes sem tentar negociar pacotes para diferentes perfis e necessidades.  Na era da customização, em que tudo pode ser ajustado, esta postura me pareceu bem antiquada, a despeito da proposta inovadora que a empresa introduziu no mercado.

Mas indo mais fundo, ou especificamente do outro lado do balcão, vi que é difícil equacionar a questão. Trabalhar com serviços e se adequar ao bolso do freguês significa sempre alterar o padrão de qualidade. Se a festa custasse metade do preço, com certeza teria metade do investimento, mas ainda assim seria uma festa. E poderia ser um fiasco. Da mesma forma, uma consulta médica ou psicológica, o atendimento de um arquiteto ou um programador. Como medir o real valor do profissional envolvido no processo, sua dedicação ao projeto e compará-lo a outros serviços equivalentes, mas não necessariamente iguais?

Estabelecer preços, padrões de qualidade e o grau de envolvimento em um serviço são variáveis difíceis de se definir em negócios em que valores são tão intangíveis. Depois de fechado, o empresário ainda se depara com um mercado acostumado a ajustes e personalizações. E pronto para exigir a qualidade do serviço bem prestado. O que fazer? Onde inovar? Como adequar o modelo de negócios às aspirações do empreendedor e também às exigências de mercado? São questões que deixo em aberto, por enquanto, mas que adoraria saber as respostas.

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elogieaki

Esta semana, o blog O Pulo do Gato passa a ter link no ElogieAki (www.elogieaki.com.br). Com uma proposta diferenciada, o site pretende abrir espaço para críticas positivas e incentivar empresas que estão no caminho certo. “O elogio motiva e gera confiança. Para as organizações e para os profissionais, a satisfação do consumidor sugere acertos e clientes fiéis criam um dos mais eficientes canais de comunicação – a propaganda boca a boca”, afirmam os criadores do portal.

Numa época em que a informação disponível na internet ganha o poder da disseminação, nada melhor do que inverter a lógica vigente com estímulos construtivos a empreendedores e negócios inovadores. Sucesso à iniciativa.