As regras estão por todo lado. Na família, na escola, no trabalho, no convívio social. Nos negócios e no lazer. Não importa. Elas estão aí e existem para nos orientar. Nos dão segurança e até um certo alívio por não ter de pensar diferente a cada nova situação. Basta reconhecer o padrão e fazer a simples escolha de seguir ou não a regra estabelecida.
Quando nos permitimos decidir apenas entre obedecer ou transgredir, estabelecemos o caminho. Isso nos dá até um certo grau de liberdade, mas bem pouco.
Quem convive com crianças sabe que as coisas não são bem assim. Elas não conhecem parâmetros, não fazem comparações com situações vividas. Não escolhem apenas entre o sim e o não, o preto ou o branco. Um dia, são seres cordatos. Em outros, mudam de ideia sem a mínima coerência. São imprevisíveis e, por isso mesmo, inovadoras! Característica não tão apreciada que a educação formal faz questão de corrigir na busca de um mesmo ideal: o ser previsível, que não foge da regra nem mesmo quando sai do padrão.
Para quem busca inovação, criar um ambiente criativo é um desafio e tanto. Saber que a regra não é um muro intransponível faz com que os indivíduos superem suas próprias expectativas. Aí sim a noção de liberdade deixa a equação binária e assume matizes surpreendentes.
É claro que isso precisa vir com uma bela dose de responsabilidade acompanhada de princípios como respeito, tolerância, compreensão. Ética que deveria ser ensinada em outra linguagem e não a de padrões estabelecidos. Será que o ser humano está preparado para isso?
