Quando comecei a escrever este blog me propus a falar também de fatores que levam à inovação: o empreendedorismo e a tecnologia. Mas nestes meses de estudo e pesquisa, percebo que a inovação está muito mais intimamente ligada à motivação humana do que qualquer outra coisa. Ao questionar e refletir sobre nossa condição, somos capazes de vislumbrar mudanças e evoluir num ritmo mais veloz do que qualquer tecnologia.
Por isso, me vi, ao longo deste tempo, escrevendo posts mais reflexivos, que extrapolavam os limites da inovação que imaginava tratar. Um deles é esse, que inaugura uma nova seção no blog, chamada Inspiração. Assim, paro de pensar que estou desviando o foco deste espaço e aprofundo mais no que acredito ser a base de toda inovação: o ser humano.
Este post surgiu de uma das centenas de palestras disponíveis do TED. O evento norte-americano que já teve sua versão brasileira no ano passado é um repositório de idéias inspiradas. Profissionais das mais diversas áreas nos incitam a pensar, compartilhar e inovar na forma de agir e ser. Uma delas, a do psicólogo Dan Gilbert, de Harvard, fala sobre a felicidade sintética. O que ele define como sistema imunológico psicológico nada mais é do que a capacidade do ser humano de criar felicidade a partir do que não tem.
Com experimentos interessantíssimos e uma base científica certificada por uma das universidades mais prestigiadas do mundo, Gilbert explica que podemos produzir felicidade a partir de condições adversas, como perder tudo nos negócios, sofrer um acidente ou passar por uma desilusão amorosa. Segundo ele, ao superestimar a diferença entre os resultados das nossas escolhas, nos afastamos cada vez mais de uma felicidade verdadeiramente real e durável, encontrada somente dentro de cada um de nós.
É interessante imaginar que somos mini-fábricas de felicidade quando o mundo nos apresenta exatamente o contrário: o paraíso externo e inatingível. E no mínimo polêmico pensar que a liberdade de escolher nos acarreta uma angústia nociva quando queremos ser apenas felizes. Um vídeo altamente recomendável para assistir e pensar.
Futuro. Palavrinha difícil de controlar, de imaginar, de prever. Não quero retomar ao que já se falou ou conjecturou sobre o que nos espera lá na frente. Quero, ao contrário, refletir sobre o assunto com uma perspectiva diferente: o futuro visto como hoje. Sem amanhã, nem ontem. O futuro que surge da nossa imaginação, sem escalas, nem amarras com o presente.
A inovação só existe quando de fato acontece. A frase, óbvia, merece um pouco mais de cuidado ao ser analisada. Definida de diferentes formas pelos especialistas, a inovação – este novo mantra mundial – tem um ponto de consenso: ela introduz algo novo, muda o panorama e refaz a forma de pensar e agir das pessoas, empresas e governos.
As regras estão por todo lado. Na família, na escola, no trabalho, no convívio social. Nos negócios e no lazer. Não importa. Elas estão aí e existem para nos orientar. Nos dão segurança e até um certo alívio por não ter de pensar diferente a cada nova situação. Basta reconhecer o padrão e fazer a simples escolha de seguir ou não a regra estabelecida.