
Na Campus Party, tudo é grandioso: mais de 6 mil campuseiros, 100 mil visitantes, 10 Gb de conexão banda larga, inúmeras apresentações e mesas de debate em 7 dias de imersão tecnológica. Para quem não é da área, o evento é uma boa oportunidade para saber quem são e o que discutem os expoentes do universo digital no Brasil. Experimente olhar a agenda no site do evento (http://www.campus-party.com.br/agenda.html). É um ótimo começo para descobrir assuntos e afinidades. Depois, uma busca no Google com as matérias consolidadas e uma pesquisa no twitter para saber o que está rolando neste exato momento, e você está preparado para a Campus Party. Será? Acho que não.
Já estudo e escrevo sobre tecnologia há algum tempo e estive na edição passada do evento. Este ano, separei alguns temas que poderiam me interessar, mas fui pronta para me surpreender. Se a Campus Party não te mostra novidades, aí está o problema. Felizmente, não foi o que aconteceu. Além do estranhamento inicial que um evento essencialmente jovem provoca: descontraído, aparentemente sem compromisso e com excesso de informação, a CP me trouxe assuntos novos (hack cívico, CRUD, computação ubíqua, coding dojo) e temas recorrentes: plágio em blogs, empreendedorismo digital, software livre e inovação. Material para pesquisa e futuras discussões.
Para mim, a Campus Party é uma chance de tocar esse mundo digital tão abstrato que cada dia mais nos consome. Confesso que ao ver, ouvir e provar um pouco disso, sinto tudo bem mais real.
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