
A primeira vez que vi uma tela de livestreaming em um evento foi no Campus Party, ocorrido em janeiro de 2009. Para uma não-iniciada aquela ferramenta me intrigou. Como assim? Enquanto você assiste a um evento, consegue ver simultaneamente os comentários da apresentação? Primeiro, a experiência exige uma concentração multifocada em que palestrante e platéia dividem a atenção do espectador. Nenhum problema para a nova geração conectada, nerd, antenada com as novas tecnologias. Confesso que para mim foi uma experiência estranha.
Pesquisando na web sobre o livestreaming (a transmissão ao vivo pela internet) como plataforma que agrega informações geradas em redes como twitter, flickr e youtube, vi casos interessantes como a ação da Microsoft que liberou o livestreaming em uma loja e foi bombardeada por fãs de Macintosh. O mesmo aconteceu aqui no Brasil com uma ação publicitária da LG. Experiências mal sucedidas para as empresas que a promoveram no melhor exemplo da caça fisgando o caçador.
Participei esta semana do #vivotwittando, evento promovido pela operadora Vivo, para discutir “Como dialogar no twitter”. Enquanto os especialistas feras no assunto como Marcelo Tas (@marcelotas), Rosana Hermann (@rosana), Juliano Spyer (@jasper) e Marcelo Tripoli (@marcelotripoli) fizeram suas apresentações, tudo ok! Até que a discussão foi aberta para o debate, liberando o livestreaming no telão atrás. Confusão total: além de comentários pertinentes, muita brincadeira e até um Fusca à venda! A sensação foi tanta que Marcelo Tas interrompeu a conversa para rir dos comentários que apareciam. Rosana Hermann disse que sentia como se tivesse alguém atrás deles fazendo chifrinho.
Experiência confusa, mas interessante. Principalmente em um evento sobre twitter, plataforma em que todos falam sem nenhuma hierarquia. Se é melhor ou é pior, não sei. O que fica é a impressão de que não existe mais barreiras entre quem está no palco e quem está na platéia. As diferenças diminuíram e a interação veio para ficar. Está aí uma experiência que poderia ser levada para a sala de aula. Imagine os resultados disso…
Para saber mais:
- http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/01/15/o-que-estao-falando-por-ai/
