Nov 30

Quer inovar? Primeiro, simplifique!

no_cordaO nó.

Não sabemos nunca como chegou neste ponto, mas o fato é que lá está ele… nos desafiando.

Muitas vezes nos deparamos  com esse emaranhado de fios, conexões e links entre pessoas, trabalhos, processos e idéias e nos perguntamos: e agora? como ultrapassar essa barreira?

Que tal simplificar?! Desatar os nós, um a um, significa resolver o que foi protelado, delegar o que não se pode fazer sozinho, reduzir as pendências ao que realmente importa. Fazer isso provoca uma reflexão sobre como melhorar o todo, seja na vida, no trabalho, nos relacionamentos.

É aí que entra a inovação. Cada vez que olhamos o nó como uma oportunidade, estamos abrindo espaço para ela aconteça em seu ambiente propício. É da necessidade que surge a criatividade. E é do esforço que surge a diferença.

Portanto, ao ver um nó, não lamente! Agradeça a sua sorte!

Nov 26

#triptransformadores: Acreditar, realizar e transformar

trip_transformadores

Não conhecia o Prêmio Trip Transformadores até ter acesso a ele pelo twitter. Com a tag #triptransformadores, que compõe o título acima, pesquisei e encontrei mais sobre o assunto. O prêmio realizado pela editora Trip há três anos pretende “homenagear pessoas cujos trabalhos estão transformando nossa realidade para melhor”.

Neste ano, doze indicações formam um mosaico interessante, que unem na mesma esfera de transformação a ex-jogadora de vôlei Ana Moser, o jornalista Caco Barcellos, Joelma e Chimbinha – da Banda Calypso -, além de Anderson Luis Balbino de Souza, o Dando, e Claudio Prado. Estes dois últimos eu não conhecia e fiquei surpresa ao ver como o pensamento de um se encaixa totalmente com a ação do outro. Enquanto Claudio Prado, sociólogo, disseminador de conhecimento tecnológico, sintetiza em frases certeiras a revolução que estamos vivendo (“Conectada, a pessoa ganha o mundo, tem acesso a informações e encontra os recursos para se desenvolver e potencializar seu trabalho”), Dando materializa a revolução digital no dia-a-dia na favela carioca de Antares que hoje conta com  lan-houses, acesso à internet a preço popular e, o mais importante, a geração de conhecimento e autonomia para os moradores (“Estamos nos apropriando da tecnologia para mudar nossa realidade”).

O encontro dos dois, promovido pela Trip, mostra que o casamento entre a utopia da revolução cultural, que nasceu ainda na geração hippie de Cláudio, e a realidade virtual de Dando é totalmente possível. Sonhar e fazer. Acreditar e realizar. Atalhos que a tecnologia permite trilhar para realmente transformar  o mundo.

Para saber mais, leia a reportagem da Trip:
http://revistatrip.uol.com.br/revista/181/reportagens/conexao-centro-periferia.html#6

Sobre o prêmio:
http://revistatrip.uol.com.br/transformadores/

Vale a pena conferir a história de cada indicado:
http://revistatrip.uol.com.br/so-no-site/notas/hoje-e-dia-de-transformadores.html

Frases de Cláudio Prado na reportagem da Trip que considero impagáveis:

“O movimento hippie deixou sua herança no Vale do Silício, na Califórnia, no conceito de software livre, por exemplo”

“A internet e os recursos multimídia da informática são as novas armas da revolução paz e amor”

“Emprego é coisa do fundamentalismo do século 20. Hoje, a molecada tem que correr atrás de trabalho, cada um desenvolvendo seu talento profissional a partir das necessidades ao redor. E, para isso, abusando da corrida tecnológica, claro.”

“O ciberespaço é um oásis que brota em todos os lugares, um território cada vez mais real e parecido com a utopia do hino ‘Imagine’, de John Lennon.”


Nov 24

O lego da construção civil

legoA construção civil é um dos setores em que mais ocorre desperdícios de material. Dizem os engenheiros que a cada quatro paredes construídas, uma é jogada fora. Pensando nessa lacuna,o engenheiro civil Valério Dornelles inventou um produto simples, mas eficaz: tijolos de diferentes tamanhos que se encaixam e evitam a quebra, as sobras e o desperdício de material.

Dornelles não esteve sozinho neste caminho. Contou com a parceria com uma indústria de cerâmica e criou a empresa Tecno Logys, que deu escala industrial ao produto inovador. O empresário esteve no #TEDxSP contando sua história e inspirando outros profissionais de outras áreas a perceberem em um problema – o desperdício – a criação de uma solução empreendedora.

O sistema Tecno Logys figura no livro “101 Inovações Brasileiras”, lançada em 2009, pelo Monitor Group.

Para saber mais:
http://www.protec.org.br/noticias.asp?cod=3569

You Tube: Fórum Exame PME
http://www.youtube.com/watch?v=PWNWkoNOu-Y

Nov 19

Inovação: foi tendência em 2009, será em 2010

bradescoEste ano, a Inovação figurou de vez na agenda do país. Na publicidade, já na virada de 2008 para ’2000 iNove’, o Bradesco apontava a bola da vez. Antes e depois disso, quantos anúncios, seminários, cursos e produtos foram desenvolvidos tendo a palavra “inovação” como mote? Incontáveis vezes. E, sempre, com um alerta: quem não inovar, não estará aqui para contar história.

Não importa se é empresa, freelancer, funcionário ou patrão. Inovar virou a palavra de ordem para quem quer sobreviver. Custe o que custar. Penso que, se os professores usassem essa premissa para prender a atenção de seus alunos em sala de aula, estaríamos num mercado menos tenso, onde a exigência da Inovação fosse mais natural e um pouco menos angustiante. Observe uma criança para ver que a inovação é inerente ao ser humano e não algo a ser ensinado. Mas isso é assunto para um outro post…

Hoje, é consenso que a inovação nos negócios é crucial para pequenas, médias e grandes empresas. Nestas últimas, departamentos de P&D (pesquisa e desenvolvimento), diretores de inovação e um grupo de funcionários já estão dando conta de buscar em seus setores as melhores práticas para apreender e melhorar processos.

Nas pequenas, a história é um pouco mais complicada mas, nem por isso, impossível. Silvio Meira, fundador do Porto Digital, pólo de empreendedorismo tecnológico pernambucano, diz que uma empresa inovadora é toda aquela que consegue usar melhor as tecnologias, as políticas e as estratégias de negócios para se tornar rapidamente mais competitiva e conseguir mais e melhores clientes. Aí, não importa tamanho e origem do negócio. Importa é a cultura do ambiente.

O mercado está aí, os clientes também, as informações circulam. Resta ao empreendedor observar esta dinâmica e aproveitar o que de melhor acontece no dia-a-dia. É com um olhar apurado e atenção nos detalhes que ele pode de repente fazer melhor e, assim, conquistar mercado, clientes, fornecedores, reconhecimento e, por que não, empregadores?! Afinal, inovar é uma exigência para todos.

Nov 16

TEDxSP: Sabedoria e sensibilidade

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Definir o TEDxSP como um evento inspirador, provocador e até transformador é dizer o óbvio. Basta ler os milhares de tweets com a hashtag #Tedxsp para ver que a grande maioria das pessoas que esteve teatro da Mooca no último sábado não se arrependeu de ficar mais de 12 horas escutando 27 palestrantes das mais diferentes áreas falarem o que o Brasil tem a oferecer ao mundo.

Prefiro focar minha atenção em uma pessoa em especial, que representou toda a força contida no primeiro Ted brasileiro: Adozinda Kuhlmann, uma professora de 92 anos que tocou a platéia ao ler em versos a importância do educador. Em uma palestra lúcida, interessante e emocionada – quando ela se lembrou dos ensinamentos do pai: “Se o aluno não aprendeu, continue ensinando” -, a professora foi aplaudida de pé. Uma cena que sintetizou a emoção do evento.

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Além da palestra e durante todo o dia – nos intervalos e no almoço, a senhora Adozinda, sempre na companhia de muitos, se mostrava feliz por estar ali e acessível a todos que faziam questão de cumprimentá-la. E foi assim que me atendeu. Depois de saber que eu gostava de fazer charadas com a minha avó, me presenteou com duas delas: uma, de bate-pronto: “Anda depressa o soldado, meu companheiro” e, outra, que chamou de ‘figurada’, cuja resposta era: “o amor nunca descansa”.

Em um evento que reuniu pessoas de diferentes áreas e interesses em torno de uma questão tão ampla quanto filosófica (o que o Brasil tem a oferecer ao mundo?) , a presença da professora Adozinda ficou marcada como uma lição de vida. Não arredou o pé do Tedx, assistiu a todas as palestras atenta e foi capaz de conversar com todos, mas com cada um de forma diferenciada. Persistência, sabedoria e sensibilidade devidamente valorizadas em um dia que vou demorar a esquecer.

Para saber mais:
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/15/o-que-mais-gostei-no-tedxsp/