Jun 18

Como construir uma nação com 20 centavos

20 de maio de 2013:
“- E aí, para quanto a gente aumenta a tarifa do transporte público?”
“-Ah, coloca aí R$ 3,20. O povo nem vai perceber. O que são 20 centavos no meio de tanta sacanagem?”
“- É isso mesmo. Serão R$ 3,20 por questões técnicas e pronto. Vamos embora porque já passou das 17h00.”

Mas uns garotos, jovens estudantes, acharam desaforo, trocaram mensagens pelo celular e resolveram ir pra rua reclamar…

10 de junho de 2013:
“-O que a gente faz com este bando de arruaceiro?”
“-Bota a polícia para bater. Se os pais não educam, vamos dar uns cacetes neles!”

Mas não esperavam: os manifestantes filmaram, postaram na internet, compartilharam nas redes sociais. E a população –  que nem tinha percebido o aumento -, de repente notou que além do problema do transporte, tinha também a saúde, a educação, a alimentação, a inflação disparada – e disfarçada. E resolveu aumentar o coro de insatisfeitos.

17 de junho de 2013
Mais de 230 mil pessoas foram às ruas em 12 capitais brasileiras. Não apenas para protestar contra o aumento na tarifa do transporte público, mas por uma indignação generalizada.

A história é cíclica. Foi assim em 1932, 1964, 1984, 1992… E, apesar de não parecer, muita coisa mudou a partir destes momentos históricos. É porque nestas horas percebemos o quanto fazemos parte de um todo. A constatação da interdependência é crucial para catalizar a mudança. Não das instituições políticas e econômicas, mas do povo.

Mais de 500 anos de abuso não mudam com um dia de protestos. Mas uma manifestação popular é capaz de gerar um sentimento poderoso nas pessoas: o de pertencimento. É com esta sensação de orgulho – e mais 20 centavos – que se constrói uma nação.

Jun 09

Crowdsourcing: a sabedoria das multidões

Projetos colaborativos em grandes marcas e Conferência sobre crowdsourcing, que acontece em SP, atualizam o conceito de inovação com valor compartilhado

Em 2011 aconteceu em São Paulo a 1º Conferência de Crowdsourcing (veja aqui post sobre evento), cocriação e comunidades. Naquele ano, cases interessantes foram apresentados, mas eram ainda tímidos num mercado que estava começando a absorver o conceito. Dois anos depois, várias iniciativas são vistas usando o crowdsourcing como ponta de lança.

Recentemente duas grandes marcas apresentaram seus projetos baseados em plataformas colaborativas: Natura e Itaú.

O Cocriando Natura (veja aqui) convoca os clientes a trazer uma percepção diferenciada nas recém-criadas ‘jornadas de cocriação’. No vídeo explicativo a empresa aponta que a participação de todos é essencial para enfrentar os complexos desafios atuais. “A nossa paixão pelas interações nos impulsiona a inventar nosso jeito de fazer inovação: em rede”.

Com o mesmo discurso, o banco Itaú  lançou o Granabook: o primeiro guia colaborativo feito nas redes sociais. Um projeto que nasceu a partir dos comentários, dúvidas, dicas e uma série de questões enviadas pelas pessoas na fan page do Itaú Universitários no Facebook. A defesa do projeto é que o “cliente conhece melhor do que qualquer pessoa tudo o que passa na sua cabeça e na sua carteira”.

Fora estes exemplos, podemos citar uma série de novos projetos que se apropriaram das vantagens do crowdsourcing para inovar.  A terceira Conferência Crowdsourcing (CCS13), que acontece nos dias 23 e 24 de julho, pretende colocar luz a estas experiências e reúne mais uma vez uma rede de especialistas nacionais e internacionais.

Os palestrantes irão discutir as principais estratégias e inovações, criadas pela transformação social da colaboração e cocriação em empresas, governos e setores empresariais sem fins lucrativos. O encontro contará com a participação de profissionais de empresas como IBM, Eyeka, Wayra, Mutopo, e.Bricks Digital e especialistas e estudiosos da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e do CIETEC (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Inovação).

Mais informações:

Evento: CCS13
Data: 23 e 24 de julho de 2013
Local: Sede FECOMERCIO/
Endereço: Rua Doutor Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo – SP
Inscrições: disponíveis no site do evento.

Jun 02

Expo 2020: São Paulo é forte candidata

Em 2014, a Copa do Mundo. Em 2016, os Jogos Olímpicos. E, em 2020, mais um grande evento mundial pode mudar a rotina de São Paulo e do Brasil: é a Exposição Universal (World Expo) que acontece a cada cinco anos e discute temas de relevância global como tecnologia, sustentabilidade, inovação, urbanismo e economia.

Em 1851, aconteceu a primeira edição do evento, em Londres. A Torre Eiffel é o legado da Expo de 1889, em Paris. A mais recente exposição mundial aconteceu em Xangai, na China, em 2010, e recebeu 73 milhões de visitantes do mundo.

Mais do que a notoriedade, eventos dessa natureza aceleram nas cidades-sede projetos urbanísticos e geram investimentos econômicos e benefícios sociais.

São Paulo é candidata a sediar a Expo 2020. A eleição acontece em novembro deste ano. Se ganhar, a capital paulista rá receber 1,5 milhão de turistas estrangeiros e 30 milhões de visitantes durante os seis meses de exposição. Serão necessários, por exemplo, 9 milhões de diárias de hotel, além de serviços de toda a ordem na área de transporte, gastronomia, cultura, eventos etc.

Uma excelente chance de São Paulo mostrar sua força empreendedora. Aliás, uma vocação da cidade que desde sua fundação recebe pessoas de todo o mundo dispostas a realizar um projeto, construir um negócio, expandir ideias inovadoras. Esta é uma causa que vale a pena acompanhar. Se São Paulo ganhar, todos ganham.

Para saber mais:
Site oficial: http://www.saopauloexpo2020.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/SAOPAULOEXPO2020/ 

May 27

Parabéns RME!

Poucos projetos conseguem virar uma marca reconhecida em tão pouco tempo. Quase nenhum faz sucesso sem financiamento, sem uma boa campanha de marketing por trás.

Mas foi este o caso da Rede Mulher Empreendedora, a plataforma de apoio à mulher empreendedora que nesta semana alcançou 25 mil fãs no Facebook, milhares de empresas cadastradas no portal e mais de 2 mil mulheres no grupo de discussão. Qual o segredo da RME? COLABORAÇÃO.

Quando se vê o nível das discussões nos grupos virtuais, a troca de informações, o apoio, se percebe que a RME não é uma rede qualquer. Mais do que uma marca, o que identifica estas mulheres de negócios é a vontade de realizar, acertar, corrigir os erros e, acima de tudo, compartilhar suas conquistas.

A Rede Mulher Empreendedora existe há apenas dois anos e meio. Neste tempo foi liderado com esmero por uma empreendedora nata, a Ana Lúcia Pedro Fontes, e tem a participação preciosa de mulheres que admiro muito como Cláudia Mamede, Isadora Leone, Danielle Torres, Letícia Castello e muitas outras.

É a primeira rede de apoio ao empreendedorismo feminino do Brasil (leia o post aqui) e conseguiu neste tempo construir uma credibilidade que vai além de rótulos e estereótipos. Assim como a colaboração move o projeto, a rede de apoio formada entre as mulheres sustenta e amplia o alcance do empreendedorismo feminino, uma causa que tem chamado atenção do Brasil.

PARABÉNS ÀS MULHERES EMPREENDEDORAS! PARABÉNS À RME!

Para fazer parte acesse:
www.redemulherempreendedora.com.br

No Facebook:
https://www.facebook.com/groups/mulheresempreendedoras/?hc_location=stream

May 19

Livros para empreendedores de todas as idades

Esta semana dois lançamentos de livros movimentaram o mercado empreendedor brasileiro. Na quarta-feira, dia 15, foi a vez do Manual para Sonhadores de Nathalie Trutmann, Chief Magic Officer da FIAP e profissional com 20 anos de experiência em marketing internacional e novos negócios.

No domingo, a menina do Vale Bel Pesce lançou seu segundo livro: Procuram-se Super-heróis: Multiplique seus Poderes e Desenvolva Habilidades. Dividido em 15 capítulos, a obra de Bel foca no relacionamento entre pessoas e como isso colabora no entendimento dos outros e na própria autodescoberta.

Já o “Manual” de Nathalie mostra que “independente da idade ou do momento em que estamos na vida, devemos sonhar de olhos abertos e correr atrás do que nos faz felizes”, diz a autora.

As duas obras fazem parte da coleção “Cabeças Jovens” inaugurada pela  Editora Leya e elaborada em parceria com Bel Pesce. O nome do selo quer evidenciar que o empreendedorismo não tem nada a ver com a idade, mas sim com os ideais que pode levar qualquer um a empreender.

Para saber mais e ler trechos dos livros, veja:
http://manualparajovenssonhadores.com/
-
http://procuramsesuperherois.com.br/

 

May 12

Aprenda. Depois, empreenda!

Unir conhecimento prático a um horário de estudo flexível é uma equação difícil, mas totalmente necessária para empreendedores. Por isso, as plataformas de ensino a distância são muito eficazes. O Sebrae já faz isso com cursos que abordam desde os passos iniciais de um negócios até vendas e fluxo de caixa.

Agora a Endeavor Brasil entrou nesta seara com o curso “Como escalar e inovar em seu negócio”. Além de ser feito 100% online a um custo acessível, o aprendizado se completa com casos reais de empreendedores e entrevistas com mentores da instituição, entre eles Ozires Silva (fundador da Embraer), Leila Vélez (Beleza Natural) e Valério Dornelles (Tecno Logys).

O curso “Como escalar e inovar em seu negócio” tem quatro horas e meia de aulas em vídeo, além de uma hora e meia de exercícios e materiais complementares. Entre os temas estão inovação, escala, mercado, modelo de negócio e estratégia futura. “O objetivo é resumir os fatores-chave na hora de criar um negócio com alto potencial”, resume Sofia Hernández, coordenadora do projeto de ensino a distância da Endeavor.

Está aí mais uma boa opção de ensino para empreendedores e aspirantes se capacitarem. Para quem quer empreender com resultado, a educação é o caminho certo.

May 05

Programa Fedex de Inglês para negócios

Um sábado para não botar defeito: 8 horas de curso de inglês para negócios e comunicação intercultural com mais 25 mulheres empreendedoras.

Patrocinado pela FEDEX, o programa foi criado com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de negócios dentro e fora do Brasil. O projeto piloto foi desenvolvido em parceria com o MyJobSpace, onde aconteceu o evento.

Além do treinamento em inglês, a Primera Languages for Business forneceu um conteúdo rico e aprofundado sobre estilos de comunicação e formatos para apresentação em público.

Ao final, as alunas tiveram que fazer apresentações reais em inglês sobre os seus negócios. Um sábado extremamente proveitoso e agradável, que servirá de start para novos cursos no desenvolvimento de negócios além das fronteiras nacionais.

Vale o agradecimento às três empresas responsáveis por este evento: Fedex, MyJobSpace e Primera. Com estas parcerias sendo feitas em benefício da educação, o empreendedorismo feminino só tem a ganhar. E como dizem as pesquisas, na esteira do sucesso das mulheres empreendedoras vem a família, a comunidade e todo o país!

Apr 29

Os protagonistas da Virada Empreendedora

Em um evento impecável, com números impressionantes, repercussão animadora e conteúdo nota 10, só me resta destacar mais um elemento essencial para o sucesso da Virada Empreendedora: os participantes. Gente que pagou ingresso, chegou cedo, enfrentou fila, andou de um lado ao outro pelos corredores, esperou na porta pela palestra com lotação esgotada.

Os participantes foram os protagonistas da Virada e fizeram dela um evento único.

Tive o prazer de presenciar isso no painel que conduzi no domingo. Desde o início a proposta era contar com a interação dos convidados. Instigá-los a pensar no seu pulo do gato e convidá-los a participar desta reflexão coletiva.

Foi bacana ver a receptividade com a ideia e a participação imediata. Recolhi depoimentos bárbaros que serão destacados ao longo do projeto colaborativo nos próximos meses.

Além disso, destaco a competição de startups Pitch Fights , que empolgou os empreendedores. Com ideias consistentes e bastante viáveis, 22 projetos participaram da disputa. Júri e plateia escolheram a startup Ynovação, com uma proposta transformadora na área de educação.

Mesmo assim, com os participantes que conversei no final, a disputa foi um incentivo para aperfeiçoar projetos e continuar na arena. Isto comprova que se o cenário empreendedor não é o ideal ainda neste país, tem muita gente disposta a encarar o desafio e mudar esta realidade.

Parabéns a todos!

Apr 21

#virada2013: 70 horas em 1 só dia!

Sabe aquela máxima de que o dia deveria ter mais de 24 horas? A Virada Empreendedora conseguiu realizar! Onde mais seria possível assistir a palestras, participar de workshops, concorrer a prêmios em uma disputa de startups ou fechar parcerias em rodadas de negócios? Tudo ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Atividades simultâneas ocorrendo sem parar em um dia e uma noite. São 70 horas de programação concentradas em 24 horas de muita atividade.

Para quem quer empreender, a Virada é uma ótima oportunidade para aprender e validar suas ideias. O Pitch Fights (www.pitchfights.com.br), que já começou na web, é uma arena de social game para tirar boas ideias do papel. Os participantes irão literalmente lutar por seus projetos e quem vencer ganha prêmio e mentoria. Antes, as melhores ideias terão treinamento intensivo no Startup Run com aula de storytelling, modelo de negócios, BMC, Canvas etc.

No dia 28, às 11hs é a vez do painel O Pulo do Gato. Depois de 4 anos de pesquisas, entrevistas e investigação, finalmente chegamos aos caminhos – ou aos princípios – que levam o empreendedor a dar seu pulo do gato. Não importa ter uma boa ideia, um investidor rico ou um negócio inovador. Antes de tudo, o empreendedor precisa estar preparado para encarar esta jornada cheia de desafios. Por isso, a atividade d´O Pulo do Gato irá abrir a caixa de ferramentas de habilidades para que o empreendedor possa usá-la de acordo com o seu potencial e situação de vida. Será um painel cheio de interações e resultados. E aí, vai perder?

Para saber mais:
A III Virada Empreendedora será realizada das 14h às 22h do dia 27/abril e das 07h às 14h do dia 28/abril na  FGV  SP  ( Rua Itapeva, 434— Metrô Trianon) e das 22h do dia 27/abril às 07h do dia 28/abril na Escola São Paulo (Rua Augusta, 2074   - Metrô Consolação).
Site oficial: http://www.viradaempreendedora.com.br 

A Virada em números: 
Pessoal envolvido na organização e conteúdo = 20 pessoas
Palestrantes = 80 palestras
Arenas e salas => nove (FGV e Escola SP)
Atividades / painéis e palestras => serão 70 horas de programação (com atividades simultâneas)
24 horas de evento
2 locais = FGV e Escola São Paulo
23 Expositores

Apr 15

Saúde: modelo de negócios falido?

Existem modelos de negócios que chegam ao fim? Grandes empresas podem acabar porque não souberam se adaptar aos novos tempos? Claro que sim. Quem tem mais de 30 anos, provavelmente já ouviu os pais contarem que antigamente telefone era investimento. Comprava-se uma linha e podia até declará-la no imposto de renda.

Este modelo faliu e outros ainda respiram por aparelhos esperando uma solução mágica que os tire da mentalidade industrial. É o caso das operadoras de saúde. Se na década de 1960, elas viraram a principal solução para o público se livrar do precário sistema público, hoje são elas que sofrem sucateamento.

Por um lado, os médicos que ganham poucos reais para fazer um atendimento. Do outro, os pacientes, que pagam caro pelo plano, mas não conseguem usufruir a rede contratada. Em meio a esta insatisfação, um modelo de gestão burocrático, inflado e caro para todos, inclusive para as operadoras.

Depois do surgimento da ANS, que regula o setor, viu-se uma mudança no movimento dos principais players numa tentativa de se adequar às exigências. Mas a essência do modelo de negócio não mudou. Paga-se caro pela DOENÇA em detrimento da SAÚDE. A promoção da vida saudável, da qualidade de vida, do uso responsável pelos serviços médicos não consta na cartilha das operadoras.

Elas vão sobreviver? Neste modelo, espero que não. O setor de saúde no Brasil hoje é um campo fértil para inovar, explorar novos modelos de negócios que atendam às expectativas de mercado e consigam conjugar lucro, gestão eficiente e inovação.

Para ler:
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